quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sobre Deus e a pratica de Lótus

Deus é o terceiro símbolo da Lótus Sagrada e não é por acaso, mas porque ele se manifestou na primeira aparição de Kwan Yin. Para pratica de Lótus o conhecer Deus é fundamental. Para isso recomendo a pratica e leitura da Obra de Yogananda - veja a seguir -

Esta História vale a pena: minha criação foi católica embora hoje eu possa me intitular budista e Deus esteve presente desde minhas histórias de ninar até no "livrar meu avô do demo", pois este bebia (nunca reparei direito, mas eu rezava, coisas de vó...embora pra mim meu avô fosse o máximo). Quando meu pai a recém havia falecido eu tinha 18 anos e pedi a Deus para não me deixar ficar sem pai nos dias dos pais e assim aconteceu. Passei aquele dia na casa dos pais de um namorado e o dia todo com a sensação de um abraço confortável e cheio de luz no corpo. Esta foi minha primeira experiência muito forte com Deus. Com o tempo, a explicação de que Deus é algo que se deve crer e não compreender chegou do sem sentido ao total absurdo. Assim comecei a orar o tempo todo, incomodar mesmo, pedindo que por favor alguém me explicasse a verdadeira natureza de Deus e por favor me colocasse em contato direto com ele e seu eu não preenchia os quesitos de ser um santo (eu acreditava que somente eles podiam fazer isso) azar. Eu queria entender, sentir, contemplar e amar Deus mais que tudo e até aquele momento minha mãe, família e namorado estavam longe da frente. Passou algum tempo, bastante tempo, e minha sensibilidade estava maior. Estava em casa, meditando, quando vi um indiano entrar pela porta e me dizer sorrindo: - Vim te ensinar sobre Deus. Eu sou um mestre (professor) no assunto contactar Deus. Pegue um caderno e escreva e pratique, pois assim como você não nasceu sabendo usar o telefone também deve aprender a falar com Deus. Foram mais ou menos 3 anos de aulas, que aconteciam quando minha ansiedade dava lugar a paz da meditação. Quando ouvi Deus pela primeira vez responder, e foi quando Kwan Yin se manifestou "solida" pela primeira vez, fui dispensada de minhas aulas em vigília que continuaram por algum tempo, até meu interesse flutuar para alquimia humana e meu professor passar a ser Gopi Krishna. Não pense que isso é coisa de privilegiado, é sim coisa de quem "pede" apenas. Na ultima aula comigo acordada ele disse: me chamo Yogananda. Na época eu pensava ser um desencarnado qualquer e embora seu livro auto-biografia de um Yogue ser um sucesso eu não tinha nenhuma noção de sua existência e assim não procurei. Foi no Atman Amara que o achei, alias como achei muita coisa, nossa amada Barbara é um mestre e tanto... e é ela, antes que alguém diga que Mestres agem assim ou assado...Mestres são pessoas como você e eu, mas que são espíritos muito antigos que acabam tendo por missão nos guiar, apoiar e auxiliar na nossa jornada. Viu agora você concorda! O fato é que nestes dois livros está escrito todas as aulas que ele me deu. E acrescentaria um terceiro que é "Onde Existe luz". Todos podemos falar com Deus, ouví-lo, sentí-lo e até nos fundir com sua energia iluminada de forma permanente, mas precisamos buscar isso. Não tema o tamanho do livro, saboreie cada palavra. E nunca leve nada ao pé da letra, sinta com seu coração. 
 
A Eterna Busca do Homem:
A coletânea de Ensaios e Palestras de Paramahansa Yogananda apresenta profundas verdades universais que têm cativado milhões em sua Autobiografia de um Iogue. Os leitores verão que essas palestras estão vivas, nesta rara combinação e amor pela humanidade que fizeram do autor um dos mais reverenciados e fidedignos guias de nossa época para a vida espiritual.

A todos os que alguma vez procuraram compreender os enigmas da vida, aos que conservaram em seu coração uma vaga esperança de que Deus seja real e àqueles que, em sua busca, já se voltaram para o Supremo, esta antologia de palestras oferece uma luz de orientação e de inspiração

Veja abaixo alguns dos temas contidos em Eterna Busca do Homem:

Como os Buscadores Encontram Deus pela Primeira Vez, Autoanálise: Chave para Dominar a Vida ", Quem fez Deus?, Como Ser Feliz à vontade, A cura pelo poder ilimitado de Deus, Orações atendidas, Reencarnará Jesus?,Como os Buscadores Encontram Deus pela Primeira Vez, Nervosismo - Causa e Cura, Recompensas Físicas e Espirituais do Jejum, Como se Tornar Uma Pessoa Mais Querida, etc...

Romance com Deus:

O Romance com Deus é o segundo volume da coletânea de palestras de Paramahansa Yogananda – grande mestre da ciência da meditação iogue – onde ele apresenta profundas discussões do extenso campo das verdades universais. O primeiro volume, A Eterna Busca do Homem, tem sido um livro intensamente procurado pelos buscadores brasileiros, desde seu lançamento, há mais de doze anos atrás. Os leitores verão que estas palestras estão vivas, em uma rara combinação de sabedoria envolvente, encorajamento e amor pela humanidade que fizeram do autor um dos mais reverenciados guias de nossa época para a vida espiritual. A todos os que, alguma vez, procuraram compreender os enigmas da vida, aos que conservaram no coração uma vaga esperança de que Deus seja real e àqueles que, em sua busca, já se voltaram para o Supremo, esta antologia de palestras oferece uma luz de orientação e inspiração.

Os Temas incluem:

* Como cultivar o amor divino

*As almas reencarnam?

*A mente: repositório de poder infinito

* A arte iogue de superar a consciência mortal e a morte

* Um mundo sem fronteiras

* O fim do mundo

*Por que o mal faz parte da criação divina

*Como harmonizar métodos de cura física,mental e espiritual

*Se Deus está livre de karma, por que nós não estamos?

*Para onde foram nossos entes queridos?

*Como controlar o destino

sábado, 24 de agosto de 2013

O que o Lótus faz por você

Amados da Lotus a pratica continuada de nos colocarmos na Lotus da mão gera uma progressiva purificação da aura e aumento do fluido de luz no nosso campo. A pratica da saddhana é meditativa, aumenta o foco, melhora a respiração, amplia o contato com dimensões superiores e nos leva a iluminação; a troca e auto-aplicação da pratica de cura mantém nosso chi saudável e a vida como um todo! As meditações em grupo geram um grande campo de luz onde os Bodisatvas e budas podem se manifestar e derramar suas bênçãos assim como os demais mentores. Beijos de luz!

Yasoha

PRATICA DA MOTIVAÇÃO PURA



Você  já meditou ou orou para ter uma motivação de amor e luz puros e absolutamente naturais para fazer qualquer coisa?
Sempre observei que nas práticas do budismo Varja havia o pedido para se fazer tudo pela motivação pura. Então comecei a meditar sobre minhas motivações. Fazemos tantas coisas de forma automática ou reclamado que nem temos CONSCIÊNCIA do que realmente nos motiva e se este motivo é de luz. Ontem um Mestre amigo meu escreveu:" a ilusão é uma venda, mas o que não sabem é que ela é transparente. 


 Devemos ver através dela. E por traz de palavras bonitas como prosperidade, amor, missão, etc.., existe algo bem mais profundo." Este profundo é seu coração. 

O que realmente te motiva. Deveria ser o puro amor a tudo. Sim é possível. Mas pra isso devemos trabalhar este ponto, orando e vigiando até que espontaneamente nossa motivação seja pura. Somente esta motivação ressoa nas altas esferas, pratique com afinco o tempo todo. É com a pratica que ela surge.

 "Kwan Yin, dai-me a motivação pura dos Bodisatvas e budas, ensina-me a viver com amor!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Estudos que estão no Lótus

Queridos amados do Lótus Sagrado, quando estamos na senda espiritual temos que estudar pra abrir a mente e lidar com o plano espritual como ele é - matéria sutil, ou seja, parte do todo da existência em si e apra isso recomendo toda obra do autor espírita Robinson Pinheiro assim como Chico Xavier e Allan Kardec, mas como a devida ciência da época em que cada obra foi escrita para que não se pense que no plano de luz as coisas não evoluem...

http://www.robsonpinheiro.com.br/mediunidade/livros.html

Os Budistas sempre falaram das colônias espirituais em suas sutras e tantras. estudando a reencarnação a mais tempo do que cristo pisou nesta terra. Não estão isentos do sistema de crenças vigente na época em que cada material foi escrito, como a p´ropria "Nosso Lar", mui recente do espírito André Luis, não estava isenta do sistema de crenças do tempo  da Segunda Grande Guerra, assim para algumas linhas budistas, por exemplo, mulheres não se iluminariam, assim Kwan Yin teria jurado só reencarnar como mulher em protesto a isso, o que sabemos hoje que não tem nenhuma Lógica pois o espirito que hora encarna como mulher, hora como homem e com a orientação sexual que quiser, é que se ilumina. Ainda vemos muito de preconceito nas obras espirtuais atuais, ainda leio alguns irmãos dizendo que mulheres não atingiriam alto grau de desenvolvimento ou que seria ilógico perto das mulhers santas da Índia, Mestras ascensas e do fato de que podemos encarnar num sexo diferente do de nossa natureza. Este seria somente um simples exemplo, pois tem muitas crenças ainda a serem vencidas neste e nos outros mundos.

Assim recomendo seus estudos.

No Lótus 4 estudamos os guardiões do oriente e eles ricamente são citados nas obras do médium Robinson Pinheiro se faz necessário seu estudo.

Sobre o material de autoras como Elisabeth Claire Prophet, Maria Silvia Orlovas e da Divina Presença, todos devem ser estudados sobre os Mestres Ascensos. Também com a devida ciência de que cada autor também tem suas crenças e que os mestres não são seres acima de outros seres, ou melhores, apenas são seres antigos que ja aprenderam muito, e de coração auxiliam a humanidade como milheres de outros.




Iniciações ao Lotus Sagrado de Kuan Yin com Gabriela Irigaray

terça-feira, 14 de maio de 2013

OS 5 BUDHAS DYANE - FONTE http://www.curaeascensao.com.br/ascensao_arquivos/ascensao/ascensao502.html

OS CINCO BUDAS DHYANI

Ensinamentos budistas tibetanos sobre a Mandala dos Cinco Budas Dhyani - Guias para a Transformação Espiritual. Simultaneamente um diagrama cósmico do mundo, um instrumento para o crescimento espiritual e para a experiência mística, e um mapa para a iluminação.

Os Cinco Budas Dhyani: Guias para a Transformação Espiritual

Os Cinco Budas Dhyani são: Vairochana, Akshobya, Ratnasambhava, Amitabha e Amoghasiddhi. Os budistas tibetanos acreditam que o Adi-Buda, o ser primordial e o mais elevado, criou os Budas Dhyani pelos seus poderes meditativos.

Os Cinco Budas Dhyani são Budas celestiais, visualizados durante meditações. A palavra Dhyani é derivada do Sânscrito Dhyana, significando "meditação". Os Budas Dhyani são também chamados Jinas ( "Vitoriosos" ou "Conquistadores") e são considerados grandes curadores da mente e da alma. Não são figuras históricas, como Gautama Buda, mas seres transcendentes que simbolizam os princípios ou forças universais divinas. Eles representam vários aspectos da consciência iluminada e são guias para a transformação espiritual.

Cada Buda Dhyani é associado a certos atributos e símbolos. Cada um incorpora uma das cinco sabedorias, antídotos dos cinco venenos mortais que são de extremo perigo para o progresso espiritual do homem e o mantém preso à existência terrena. Os budistas ensinam que os Budas Dhyani são capazes de transmutar os cinco venenos em suas sabedorias transcendentes. O Livro Tibetano dos Mortos recomenda que o devoto medite nos Budas Dhyani de modo que suas sabedorias substituam as forças negativas que ele permitiu se desenvolver internamente.

Cada Buda governa uma das direções espaciais ou um dos reinos cósmicos: éter, água, terra, fogo e ar. Os Budas Dhyani também personificam os cinco skandhas, componentes que integram a existência cósmica e também a personalidade humana. Esses componentes são: consciência, forma, sentimento, percepção e volição.

Adicionalmente, cada Buda Dhyani é associado a uma cor específica, a um mudra (gesto de mão), a um animal simbólico que sustenta seu trono, a um símbolo sagrado e a um bija (sílaba semente). O bija representa a essência do Buda Dhyani. Pode ser usado com a sílaba sagrada OM e com o nome do Buda para criar mantra, uma série de sílabas místicas que tem um significado esotérico. No Hinduísmo e no Budismo, os discípulos recitam mantras para evocar o poder e a presença do ser divino. Em algumas tradições, os devotos usam mantras na meditação, para ajudá-los a ser um com a deidade que estão invocando.

"Repetindo o mantra e assumindo o mudra de um dos Budas", escreve um monge budista e professor Sangharakshita, "não apenas se pode colocar em correspondência ou alinhamento com essa ordem particular de realidade que ele personifica, como também, ser infundido com seu poder transcendental.."1

Mandalas: Mapas para a União Mística


Os budistas frequentemente retratam os Budas Dhyani numa mandala. Mandala é uma palavra sânscrita que significa "círculo", traduzido em textos tibetanos como "centro" ou "o que cerca". Alguns dizem que a palavra deriva de manda, significando "essência". A mandala, um círculo, denota a totalidade, a completude e a perfeição da budicidade. A mandala é também um "círculo de amigos" - uma reunião de Budas. Tradicionalmente, mandalas eram pintadas em thangkas (pintura em pergaminho de seda), desenhadas com areia colorida, representadas por pilhas de arroz ou construídas tridimensionalmente, frequentemente com metal fundido.
Um Buda Dhyani é posicionado no centro, bem como em cada ponto cardeal da mandala.

Mandalas eram originalmente compostas no chão em frente do meditador e, portanto, orientadas em direção à pessoa que as está contemplando. O ponto mais próximo do contemplador, na base da mandala, é o Leste. A mandala continua em sentido horário, seguindo o curso do Sol, com o Sul à esquerda do contemplador, Oeste no topo e o Norte à direita. Lama Anagarika Govinda, um dos intérpretes pioneiros do Budismo Tibetano para o Ocidente, explica:

"Da mesma forma que o Sol se ergue do Leste e, portanto, começa o dia, o praticante entra na mandala através da porta oriental, a porta em frente à qual está sentado."2

A mandala é um espaço sagrado e consagrado, onde nenhum obstáculo, impureza ou influência dispersiva existe. Os budistas usam mandalas para ajudá-los na meditação e visualização.

"Todas as mandalas", escreveu o tibetólogo Detlef Lauf, "originaram-se das sílabas-sementes ou bijas-mantras das deidades. Durante a meditação sobre esses mantras, uma radiância elemental de luz se desenvolve, de onde sai a imagem dos Budas"3 . Mandalas são ricas em simbolismo. As séries de círculos na periferia da mandala simbolizam proteção contra influências externas. O círculo mais externo das chamas significa o conhecimento que destrói a ignorância ou simboliza o mundo dos fenômenos que o devoto abandona, assim que ele entra na mandala. As chamas podem também representar a Montanha de Fogo que proíbe o não-iniciado de receber os mistérios. O anel das pétalas do lótus dentro do círculo de fogo significa o mundo espiritual, o renascimento espiritual, o desabrochar da visão espiritual ou a pureza do coração que é necessária para a efetiva meditação.
 


A parte central da mandala (representada pelo quadrado dentro do círculo) simboliza o palácio ou o templo, com quatro portões nos quatro pontos cardeais. Fora das paredes do palácio, há símbolos propícios e vitoriosos. Nessa mandala, cada portão é orlado por um estandarte de vitória e um precioso pára-sol (ou guarda-chuva). Há dois dos oito Símbolos Auspiciosos que comemoram os dons que Gautama Buda recebeu, após ter alcançado a iluminação. Os budistas acreditam que esses oito símbolos trazem boa fortuna. O estandarte de vitória simboliza a vitória da espiritualidade ou a vitória do corpo, mente e fala sobre todos os obstáculos. O pára-sol simboliza a dignidade real e a proteção contra os obstáculos, prejuízos e o mal.

Os quatro portões do palácio conduzem para o círculo mais interno, o foco da mandala. "Mandalas aparecem como círculos ao redor do centro sagrado", escreve os autores Blanche Olschak e Geshe Thupten Wangyal. "Essas representações são a planta das residências celestiais do visionário, em cujo centro está manifestado o poder sagrado que deve ser invocado. Toda a mandala é uma fortaleza construída ao redor dessa força búdica"4. Em sua meditação, o discípulo concentra o foco no centro da mandala até que, finalmente, possa integrar-se com o poderoso núcleo.

O discípulo usa a mandala para encontrar seus elementos dentro de si mesmo. "Assim que ele entra na mandala, "escreve o historiador religioso Mircea Eliade, "encontra-se num espaço sagrado, fora do tempo; os deuses já desceram dentro da ... insígnias. Uma série de meditações, para as quais o discípulo tem sido preparado, antecipadamente, ajuda-o a encontrar os deuses em seu próprio coração. Numa visão, enxerga-os todos emergindo e saltando de seu coração, preenchendo o espaço cósmico para, então, serem reabsorvidos... Entrando mentalmente na mandala, o yogin aproxima-se de seu próprio 'centro'. O yogin, começando com este suporte iconográfico, pode encontrar a mandala em seu próprio corpo".5
 


Portanto, com todos esse simbolismos, a mandala não é mera imagem externa do poder celestial. Os Budistas acreditam que uma mandala é um receptáculo do poder sagrado que ele retrata. O propósito de cada uma das imagens simbólicas é ajudar o meditador a realizar o poder divino dentro de si e a alcançar sua própria perfeição interna.

"Toda a parte externa da mandala é um modelo desse padrão espiritual que o meditador vê em seu interior e que ele deve empenhar-se em experimentar em sua própria consciência", diz Lauf. " Os Budas [Dhyani] são vistos como seres cujas atividades se manifestarão por si só, através do próprio homem. A mandala, portanto, torna-se um plano cósmico no qual o homem e o mundo são ordenados e estruturados similarmente. Os Budas da meditação apenas desenvolvem suas atividades benéficas, na medida em que o iniciado é bem sucedido em reconhecer e realizar essas características e forças simbolizadas, dentro de si."6

Conforme o renomado orientalista Giuseppe Tucci explica: "Os cinco Budas não permanecem em formas divinas remotas em céus distantes, mas descem entre nós. Eu sou o Cosmos e os Budas estão em mim. Em mim, está a luz cósmica, a misteriosa presença, mesmo que ela esteja obscurecida pelo erro. Mas esses cinco Budas Dhyani, entretanto, estão em mim, eles são os cinco constituintes da Personalidade humana."7
O Dalai Lama ensina: "Mandala, em geral, significa aquilo que extrai a essência... O principal significado da mandala é para se entrar no interior da mandala e extrair a essência, no sentido de receber bênçãos. É um lugar para obtenção da magnificência."8

Para o discípulo que sabe como usá-la, a mandala é, portanto, um mapa dos passos progressivos da autotransformação e da união mística. Representa o crescimento da semente da budicidade dentro de si. "O meditador", diz Lama Govinda, "deve imaginar-se no centro da mandala como a personificação da figura divina da perfeita budicidade". E essa budicidade, diz ele: "somente pode ser encontrada na realização de todas aquelas qualidades que , conquistadas no total , formam a riqueza da mandala".9

A Arte Sagrada do Tibet: Trazendo o Céu para a Terra


Essa litografia é baseada nas tradicionais mandalas budistas tibetanas. As imagens dos Cinco Budas Dhyani são fotografias dos refinados entalhes de estátuas tibetanas e nepalesas, esculpidas entre os séculos XIII e os primórdios do XV, quando as representações desses Budas eram populares. Pelo fato de serem seres celestiais e não-históricos, os Budas Dhyani são mais frequentemente representados com joias e uma coroa que em simples mantos de um Buda.

Para o tibetano, criar um trabalho de arte é um ato religioso. Nesse estágio, o artista, um monge ou lama oferece certas preces e rituais. Ele frequentemente coloca pergaminhos de textos religiosos, oferendas votivas e grãos dentro das estátuas. Quando o trabalho é completado, o monge ou lama realiza a cerimônia de consagração.

Os tibetanos usam a arte como um método de trazer o céu para a terra e elevar o homem além das fronteiras terrestres, para o reino da paz e da harmonia. Eles acreditam que a estátua de um Buda, por exemplo, é a presença viva daquele Buda, que se torna um com o seu ícone.

Como em outras obras de arte tibetana, as figuras descritas aqui exprimem elegância e também poder. Essa é a singular característica, charme e missão da arte sagrada tibetana. O real se une ao transcendente. Graça e pureza são fundidos com vitalidade e poder. Detalhe cuidadoso e precisão se unem com espontaneidade. O resultado é que, por esse instrumento, o outro mundo e a perfeição dos reinos iluminados se aproximam, inspirando o observador a realizar o seu próprio potencial divino.

VAIROCHANA
 


O nome Vairochana significa "Aquele que é Como o Sol" ou "O Radiante". Vairochana representa tanto a integração como a origem dos Budas Dhyani. Sua sabedoria é a Sabedoria do Dharmadhatu. O Dharmadhatu é o Reino da Verdade, onde todas as coisas existem como realmente são. A sabedoria de Vairochana é também referida como a Sabedoria Todo-Penetrante do Dharmakaya. O Dharmakaya é o Corpo da Lei, ou a natureza búdica absoluta.

A sabedoria transcendente de Vairochana revela o reino da mais elevada realidade e domina o veneno da ignorância ou da desilusão. Sua sabedoria é considerada a origem ou o total de todas as sabedorias dos Budas Dhyani.

Vairochana é, usualmente, localizado no centro da mandala dos Budas Dhyani. De acordo com alguns textos, ele se posiciona a Leste. Sua cor é branca (ou azul), simbolizando a consciência pura. Ele governa sobre o elemento éter e incorpora o skandha da consciência. Em alguns sistemas, é associado com o skandha da forma.

Seu símbolo é dharmachakra, a Roda do Ensinamento ou a Roda da Lei. Denota o ensinamento do Buda. Seus oito raios representam as Oito Nobres Sendas que Gautama revelou em seu primeiro sermão, após a iluminação. Esse símbolo é impresso em toda a margem da litografia. O trono de lótus de Vairochana é sustentado por um leão, símbolo da coragem, ousadia e um espírito zeloso, impetuoso e avançado.

O mudra de Vairochana é o mudra do dharmachakra, o gesto de girar a Roda do Ensinamento. Por ele personificar a sabedoria de todos os Budas, o bija de Vairochana é o som universal Om. Seu mantra é: Om Vairochana Om.

AKSHOBHYA
 


O nome Akshobya significa "Imutável" ou "Inabalável". A Sabedoria que reflete todas as coisas, calmamente e sem crítica, como num espelho, revelando a verdadeira natureza. Um texto diz: "Exatamente como se vê o próprio reflexo no espelho, assim o Dharmakaya é visto no Espelho da Sabedoria." 10 A Sabedoria Semelhante ao Espelho é o antídoto dos venenos do ódio e da raiva.

Na mandala dos Cinco Budas Dhyani, Akshobya é usualmente posicionado a Leste (que é na base) mas, às vezes, é colocado no centro. Sua cor é azul. Ele governa sobre o elemento água e personifica o skandha da forma. Em alguns sistemas, ele é associado com o skandha da consciência. O trono de lótus de Akshobya é sustentado por um elefante, símbolo de firmeza e força.

Seu símbolo é o vajra, também chamado de raio com trovão ou cetro de diamante, representado nesta mandala, acima de sua cabeça, diretamente abaixo de Vairochana. O vajra denota iluminação, a indestrutível, adamantina natureza da pura consciência, ou a essência da Realidade. Em algumas tradições, o vajra significa a união do homem com o Buda; uma extremidade do vajra simboliza o reino macrocósmico do Buda e a outra extremidade o reino microcósmico do homem.

O mudra de Akshobya mostrado aqui, e produzido pela sua mão direita , é o bhumisparsha mudra, o gesto de tocar o chão. Denota o estado inabalável. Esse é o mudra que Gautama usou para chamar a Terra, quando desafiado pelo Mal, Mara, para que testemunhasse o seu direito de atingir a iluminação.
O paraíso de Akshobya é Abhirati, a Terra de Extraordinário Grande Deleite. Os budistas acreditam que qualquer um que lá renasça, não cai a um nível inferior de consciência. O bija de Akshobya é Hum e o seu mantra é: Om Akshobya Hum

RATNASAMBHAVA

O nome Ratnasambhava significa "A Joia Nascida Una" ou "Origem das Joias". As Três Joias são o Buda, o Dharma e a Sangha. O Buda é o Iluminado, o Guru, o centro da roda da Lei. O Dharma é o Ensinamento, ou a Lei. A Sangha é a Comunidade.
 


Ratnasambhava transmuta o veneno do orgulho (espiritual, intelectual e humano) em Sabedoria da Equanimidade. Os Budistas tibetanos ensinam que, com a Sabedoria da Equanimidade, todas as coisas são vistas com imparcialidade divina, reconhecendo-se a igualdade divina em todos os seres e vendo-se todos os seres e o Buda como tendo a mesma natureza - a condição de que precisamos, diz Tucci, "para estimular a nossa ascensão espiritual e para adquirir confiança para realizar, em nós, o estado de Buda."11

Ratnasambhava é o Buda Dhyani do Sul. Sua cor é amarela, a cor do Sol em seu zênite. Ratnasambhava governa sobre o elemento terra e corporifica o skandha do sentimento ou da sensação.
Às vezes, ele é mostrado segurando seu símbolo, o ratna (jóia) ou chintamani (jóia da realização de desejos, que concede todos os desejos). O chintamani é um símbolo da mente libertada. O ratna é frequentemente representado numa forma trina como o triratna, significando a união do Buda, Dharma e Sangha. Na mandala, o triratna é posicionada entre Ratnasambhava e Vairochana.

O animal que sustenta o trono de Ratnasambhava é o cavalo, denotando ímpeto e libertação. O mudra de Ratnasambhava, formado aqui pela sua mão direita, é o varada mudra. É um gesto de dar, ou de caridade, que o retrata oferecendo compaixão e proteção a seus discípulos. Seu bija é Tram e seu mantra é: Om Ratnasambhava Tram.

AMITABHA

O nome Amitabha significa "Luz Infinita". A Sabedoria Discriminativa de Amitabha conquista o veneno das paixões - todos os desejos intensos, a avareza, a cobiça e a luxúria. Com esta sabedoria, o discípulo percebe todos os seres separadamente; todavia, sabe que cada ser é uma expressão individual do Um.
 


Na mandala dos Budas Dhyani, Amitabha é posicionado a Oeste. Sua cor é rosa (vermelha), a cor do pôr-do-sol. Ele governa sobre o elemento fogo e personifica o skandha da percepção. Portanto, o olho e a faculdade de ver são associados a Amitabha. O pavão, com "olhos" nas plumas, em seu trono-sustentador. O pavão simboliza a graça.

O símbolo de Amitabha é o padma, ou lótus, colocado entre ele e Vairochana, nessa mandala. No Budismo, o lótus pode simbolizar muitas coisas, incluindo o desenvolvimento espiritual, pureza, a verdadeira natureza dos seres realizada através da iluminação e a compaixão, a forma purificada de paixão.

Devotos aspiram renascer no Paraíso Oeste de Amitabha, conhecido como Sukhavati, onde as condições são ideais para se atingir a iluminação. Seu mudra é o mudra dhyana (meditação). Seu bija é Hrih e seu mantra é: Om Amitabha Hrih.

Alguns consideram Amitabha sinônimo de Amitayus, o Buda da Vida Infinita. Outros honram Amitayus como uma forma de Amitabha ou um Buda em separado. Amitayus é, usualmente, retratado segurando um vaso do elixir da vida imortal. Conforme mostrado na estátua , uma pequena árvore Ashoka frequentemente germina da tampa de seu vaso, representando a união do espiritual com o material.

AMOGHASIDDHI

O nome Amoghasiddhi significa "Conquistador Todo-Poderoso" ou "Aquele que Infalivelmente Alcança Sua Meta". A Sabedoria Oni-realizante, ou a Sabedoria da Ação Perfeita, antídoto dos venenos da inveja e do ciúme. Essa sabedoria confere perseverança, julgamento infalível e ação sem falha.

Amoghasiddhi representa a realização prática da sabedoria dos outros Budas Dhyani. Ele é descrito como o Buda Dhyani da realização da Senda do Bodhisattva. Um Bodhisattva é aquele que renunciou à felicidade do Nirvana com um voto de primeiro libertar todos os seres.

Amoghasiddhi é o Buda Dhyani do Norte. Sua cor é verde, significando o Sol à meia-noite. Governa o elemento ar e corporifica o skandha da volição, também chamado o skandha dos fenômenos mentais ou tendências da mente. Seu símbolo é o vishvavajra, ou vajra duplo, representado entre Amoghasiddhi e Vairochana nessa mandala. É feito com dois vajras cruzados e simboliza a mais alta compreensão da verdade e o poder espiritual de um Buddha.

O trono de Amoghasiddhi é sustentado por garudas. Um garuda é uma figura mítica, metade homem e metade pássaro. Em relação a Amoghasiddhi, Lama Govinda diz que o garuda simboliza "o homem em transição rumo a novas dimensões de consciência... a transição do humano para o estado super-humano, que toma lugar na misteriosa escuridão da noite, invisível aos olhos. 12

O mudra de Amoghasiddhi, formado aqui pela sua mão direita, é o abhaya mudra. É o gesto do destemor e da proteção. O bija de Amoghasiddhi é Ah e seu mantra é: Om Amoghasiddhi Ah.

AULA DADA PELA MENSAGEIRA DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA

ELIZABETH CLARE PROPHET
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

AMITABA BUDA - O BUDA DA COMPAIXÃO


OM AMIDEWA HRIH - AMITABHA MANTRA




"Amitaba ou Amitabha do (sânscrito: amitaabha) é um dos Cinco Budas da Meditação, sendo o buda principal da família de Lótus (em tibetano: Pema), da direção Oeste, de cor vermelha, que purifica o karma do desejo. O animal associado é o pavão e seu elemento fogo, seu agregado é a percepção. Representa a sabedoria discriminativa dos Budas. 
Sua sílaba sagrada em tibetano é Hri. 
Sua consorte é Mamaki, que representa a propriedade do que é sólido.
Amitaba tem um especial comprometimento com a iluminação de todos os seres, 
sendo conhecido como o Buda da transferência da consciência na hora da morte, 
a passagem pelo bardo da morte, sendo objetivo dos que o cultuam alcançar a iluminação ou renascer na Terra Pura de Amitaba, de onde se alcança a iluminação.



Divindade Mantra - Amitabha

Sílaba semente - Om Amideva Hrih

Pronúncia tibetana - Om Amidewa Hrih


Om Amideva Hrih!!!"




DATAS DE KWAN YIN


Festivais de Kuan Yin


No budismo, há três festivais anuais em honra a Kuan Yin, considerada a bodhisattwa da Compaixão:

1 – Aniversário Kuan Yin: 20 de março, considerado o dia de seu nascimento na Terra;

2 - Ascensão de Kuan Yin: 19 de julho, considerado o dia em que Kuan Yin fez sua promessa de renunciar ao Nirvana, faz a sua ascensão e decide permaneccer na Terra enquanto ainda existirem seres sofrendo;

3 – Dia da Iluminação de Kuan Yin: 15 de outubro, dia em que se comemora o seu estado de Bodhisattva – (os Budhas – Seres Supremos e Despertos que libertaram-se da roda das reencarnações, e optam por permanecerem nas orbes terrestres com a finalidade de auxiliar e instruir).
Nestes dias, devotos de Kuan Yin se reunem para celebrar, enviar-lhe pedidos e agradecer pelos milagres e bençãos recebidas!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA PURIFICAÇÃO, O PRIMEIRO PASSO


                 Uma das coisas mais importantes para vida, sendo ela aqui e agora ou sendo no plano do espírito é a pureza da alma. Não estou falando de algo inalcançável, algo idealizado. Mas da pratica de limpar-se até que nossa aura interna e externa fique como um cristal. Cada camada, cada "filme", que removemos de densidade energia turva nos da acesso ao um nivel mais perfeito e claro do mundo. Quando os indianos falam remover os véus de maia, a ilusão, estão sendo literais e não figurativos, pois eles podem ser removidos com banhos, meditação ou com a mão mesmo. Pois são camadas, como membranas entre vidros, obscurecidas que fazem com que não vejamos e nem sintamos a vida de forma correta. Muitos se estuda sobre as camadas externas, também chamadas de corpos ou partes da aura, mas pouco se fala das que estão dentro do corpo. Não pense que elas caem assim todas de uma vez, pois seria um choque, embora seja possível de acontecer. Aqui neste artigo mostro a figura de Vajrasatva uma divindade budista que remove estes véus e da eles como alimento para seres tão obscurecidos que o seu negrume pra eles é luz pura. Uma forma espiritual de aproveitamento de plasma. 
                    Se vc quiser poderá fazer isso somente com a Lótus ou invocando a Kwan Yin, ou pode pela energia do Lótus invocar Vajrasatva.

                      Senhor da purificação removei meus obscurecimentos todos até que eu seja luz cristalina plena.

                      Ele gosta de oferendas embora não seja uma obrigatoriedade, mas como explicamos mais profundamente no Lótus 4, oferendas geram matéria fluidificada que facilitam para os seres de luz que são muito sutis mexerem na nossa aura densa. Sua oferenda é arroz branco sem sal, flores brancas e água. Depois de deixar de uma a três noites no astral enterre ou de para os pássaros o arroz e as demais coisas. 

Do início: 

              Quando começamos não devemos sequer pensar em quão limpos ou sujos estamos, devemos apenas começar...

O banho -

De higiene - orar para Kwan Yin das lua e das águas pedindo que a água seja um grande purificador. Tomamos banho orando. 

De ervas -                     
21 dias de banho de 7 ervas e depois banho de mel e pétalas de rosa (após o banho de higiene, pedimos para Kwan yin abençoar uma infusão de 7 ervas e uma infusão de mel com rosas para nossa purificação. Derramamos do pescoço para baixo primeiro a de 7 ervas e depois de alguns segundos a de mel (uma colher de cafezinho basta)  com rosas. Lavamos nossa cabeça com shampoo de arruda nos dias que fazemos a higiene capilar. Falha-se 7 dias e recomeça-se e assim fazemos por 108 dias. Apos este período passa-se para 2x na semana e toda vez que sentirmos a aura obscurecer. 

A prática do Lotus - pratique como no Lótus um dando o comando de limpeza tanto sobre todo o corpo, quanto sentir-se sobre a Lótus na mão. Depois invoque Vajrasatva e peça-lhe que remova todos obscurecimentos até que vc esteja puro em tudo. Veja um fogo branco sobre a Lòtus e SINTA, este fogo queimar e transmutar tudo até por fora da aura tomando toda sua residencia ou local onde está. A sensação deve ser mais forte dentro do corpo do que por fora, mas aos poucos devemos expandir o fogo branco até mais de 200 metros ao nosso redor. Isso pode ser feito em minutos (5min), embora seja bom fazer durante horas. O importante é fazer, todos os dias. Como os alunos de Lótus sabem, isso pode ser feito em qualquer lugar, mas se preferirem fazer alguns dias em condições ideais, devem fazer depois do banho, em meditação, em lugar limpo e defumado com cânfora ou lavanda. Observe e sinta Vajrasatva lhe purificar, após algum tempo começarás a sentir e ver as camadas mais belas de sua própria aura e compreender porque as figuras do budismo tibetano são desenhadas da maneira que são.

Caminhadas - caminhe ao menos uma vez por semana entre verdes naturais, respirando e invocando a Kwan Yin da purificação pedindo-lhe limpeza profunda de todo seu ser.

Meditação - inspire e expire profundamente dizendo: eu inspiro e me limpo por dentro, eu espiro e me limpo por fora. Inicie com 5 minutos e atinja a marca de uma hora depois de um mês de pratica. Quando acostumar poderá fazer por mais tempo. 

Queridos alunos, não basta se iniciar, o segredo está na prática. Comece, se parar recomece mas não desista nunca.

Com amor e luz
OM MANI PADME HUNG

Yasoha.



SUTRA DO CORAÇÃO

Fonte:  http://sobrebudismo.com.br/o-sutra-do-coracao-da-perfeicao-da-sabedoria/?fb_action_ids=10151211616581034&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=246965925417366



O Sutra do Coração da Perfeição da Sabedoria




Imagem da Prajnaparamita - O Sutra do Coração da Perfeição da Sabedoria
Este é o Sutra do coração. O termo “sutra” se refere de forma geral às escrituras canônicas que são tratadas como registros dos ensinamentos orais do Buda Sidarta Gautama.
"Sobre este sutra repousa a Lótus Sagrada. Ela veio a nós, não fomos até ela. Ela abriu em nosso coração e nos trouxe a luz da sabedoria, compreensão, pelo sentido do amor pleno.
Quando perguntei para alguns alunos ja haviam sido "tocados por Deus", expressão cristã para o mesmo fenômeno, a maioria não sabia responder, mas uma senhora soube narrar de forma perfeita a sensação e o que se vive. Disse ela:
- Eu estava dirigindo, e comecei a sentir uma enorme paz, aos poucos todas as coisas se diluíram na minha frente, me obrigando a parar o carro no acostamento. Eu estava em meio a muita luz, e la nada havia e ao mesmo tempo tudo, mas tudo existia. Eu senti e percebi que todas minhas preocupações, que todas as coisas que possuo, que até quem sou não importavam e que tudo o que existe provinha daquilo. Se felicidade existe aquilo era algo muito maior, só posso definir como perfeição. Eu sabia tudo e ao mesmo tempo nada. Eu só existia simplesmente e isso bastava. Os seres de luz existiam, mas eram nada, tudo era aquele vazio cheio, um absoluto de perfeição.
Poucos compreenderam o que ela quis dizer, então recomendei que pedissem para Deus que lhes mostrassem. Quando falo Deus falo deste absoluto criativo e não de um deus, pois tudo está neste absoluto, inclusive os deuses, não sendo errado se remeter a divindade nas suas muitas formas. No mundo se discute demais como e quem esta certo a respeito do divino e pouco realmente nos preocupamos em viver o estar no divino em estado de divindade e iluminação. O Sutra do coração é importante devido a esta narrativa, ao seu mantra, que dentre muitos é um dos caminhos para se chegar ao estado certo de contato. Ser um iluminado, é simplesmente manter-se nele até que vc não saia ou entre, mas viva no estado desperto atemporal, ou seja, no vazio (cheio), com Deus, dentro dele, em luz diluido o tempo todo. E se juntarmos o conhecimento do budismo tibetano, com a oração cristã, a meditação zen, a fé muçulmana e os ensinamentos dos Mestres indianos como Sai Baba e Yogananda, vamos chegar nesta coisa simples que Kwan Yin ensina que é vibrar alto, ou chamar atenção dos guias de tal maneira e tão constantemente de coração sincero e aberto que nos tornamos iluminados. Uma vez meu ex-marido me perguntou porque eu tinha esta "mania" de buscar a iluminação se eu não sabia o que era. Na época respondi que não sabia, mas no meu coração havia uma vontade tremenda de chegar neste estado até então desconhecido para mim. Hoje, sei que esta vontade tinha sua raiz, nos pequenos momentos que mesmo sem saber o que se passava, desde a infância, eu acessava este estado perfeito.  Hoje, busco mantê-lo. faltam anos ainda até que consiga sempre estar assim, mas o que são anos se o objetivo é sublime, não levamos anos desde o nascimento até a faculdade? Então para nos iluminar, anos são nada e alguns entram nela e não saem mais. Cada um tem seu tempo e não devemos julgar qual  o tempo certo. Meus alunos ja sente, quando estou em luz e quando estou "normal" e eles também ja sabem quando estão em luz. Pratique, leia e ore a Sutra do coração e peça para Kwan Yin lhe levar ao estado iluminado permanente." 
(Comentário ao texto do site: por Yasoha).

O sutra do coração

Assim ouvi em certa ocasião. O abençoado se encontrava em Rajagriha, no Monte dos Abutres, com uma grande assembleia de monges e bodhisattvas. Naquela ocasião, o abençoado estava absorto na concentração, que examina todos os fenômenos, chamada “Profunda Percepção.”
Ao mesmo tempo, o bodhisattva mahasattva arya Avalokiteshvara contemplava a própria prática da profunda perfeição da sabedoria e via os cinco agregados também como vazios de natureza inerente.
Então, através do poder do Buda, o venerável Shariputra disse ao bodhisattva mahasattva aryaAvalokiteshvara: “Como deve proceder qualquer filho de linhagem que queira dedicar-se à prática das atividades da profunda perfeição da sabedoria?”
O bodhisattva mahasattva arya Avalokiteshvara respondeu assim ao venerável Sharadvatiputra. “Shariputra, qualquer filho ou filha de linhagem que queira praticar a atividade da profunda perfeição da sabedoria deve contemplá-la da seguinte forma: apreendendo corretamente e repetidas vezes aqueles cinco agregados como também vazios de natureza inerente.
“Forma é vazia. Vazio é forma. A vacuidade não é nada além da forma; a forma também não é nada além da vacuidade. Da mesma maneira, sensação, discriminação, fatores compostos, e consciência são vazios.”
“Shariputra, assim também, todos os fenômenos são vacuidade; não têm características, não são produzidos, não cessam; não são imaculados, nem maculados, não diminuem, nem aumentam.”
“Assim Shariputra, na vacuidade não há forma, nem sensação, nem discriminação, nem fatores compostos, nem consciência; não há olho, nem ouvido, nem nariz, nem língua, nem corpo, nem mente; não há forma visual, nem som, nem odor, nem paladar, nem objeto tátil, nem fenômeno. Não há elemento do olho e assim por diante até e inclusive nenhum elemento da mente nem elemento da consciência mental. Não há ignorância, nem extinção da ignorância, não há envelhecimento nem morte, nem extinção do envelhecimento nem da morte; Assim também, não há sofrimento, nem a sua causa, nem a sua cessação, nem o caminho; não há a sabedoria exaltada, nem realizações, nem fracassos.”
“Por isso, Shariputra, como não há realizações, os bodhisattvas confiam e permanecem na perfeição da sabedoria, suas mentes isentas de obscurecimentos e de medo, transcendem todos os erros, e alcançam finalmente o nirvana. Todos os budas dos três tempos também despertaram inteiramente para a insuperável, perfeita e total iluminação, por terem se dedicado à perfeição da sabedoria.
“Assim, o mantra da perfeição da sabedoria, o mantra da grande sabedoria, o mantra insuperável, o mantra inigualável, o mantra que pacifica totalmente todo sofrimento, como não é falso, deve ser conhecido como verdadeiro. O mantra da perfeição da sabedoria é proclamado:”
TADYATHA [OM] GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA
“Shariputra, é assim que o bodhisattva mahasattva deve treinar-se na profunda perfeição da sabedoria.”
Então, o abençoado surgiu do estado de concentração e louvou o bodhisattva mahasattva aryaAvalokiteshvara dizendo: “Muito bem, muito bem, filho da linhagem, é assim mesmo. A profunda perfeição da sabedoria deve ser praticada assim como você revelou, e até mesmo os tathagatas se alegrarão.”
Quando o abençoado disse isto, o venerável Sharadvatiputra, o bodhisattva mahasattva aryaAvalokiteshvara, e toda a assembléia ao seu redor, juntamente com o mundo de devas, humanos, asuras, e espíritos se encheram de alegria e louvaram o que fora dito pelo abençoado.
(O Sutra de Coração da Perfeição da Sabedoria: Traduzido do tibetano, consultando os comentários hindus e tibetanos e boas traduções anteriores de Gelong Thubten Tsultrim (George Churinoff), no primeiro dia de Saka Dawa, 1999, noTushita Meditation Centre, Dharamsala, India. Revisado em 8 de março de 2001, no deserto de Novo Mexico, EUA. Traduzido para o português por Marly Ferreira em setembro, 2001 e atualizado em julho de 2004.)

Forma é vazia. Vazio é forma. A vacuidade não é nada além da forma; a forma também não é nada além da vacuidade. Da mesma maneira, sensação, discriminação, fatores compostos, e consciência são vazios.


— Avalokiteshvara

O Sutra do Coração

Veja alguns vídeos com recitações do Sutra do Coração em português.
(Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Sutra do Coração em Português)
(Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Recitação do Sutra do Coração (em português))


No mundo de hoje podemos nos permitir esta maravilhosa mistura de ritmos e sentir que também nos levam ao estado de luz!