quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

VAJRAYOGUINI PRATICA

Quando somos iniciantes em qualquer pratica e observamos que nossos desejos comuns trazem angustia. Insatisfação com a vida que temos e ficamos apenas no mundo da ilusão vale chamá-la e incorporá-la. Ela surgira ao seu lado na Lótus. Ela pode ser chamada de Kwan Yin primordial, ela vem do sol. É uma divindade muito poderosa que deve ser invocada para ajudar todos adolescentes e pessoas que se perderam em desejos. 
Quando de uma maeditação nas dimensões superiores...acima da 33, trazendo a fonte primordial para terra, ela apareceu. Não a vi vermelha. Sua aura era feita de sol, ai sim vermelho dos gazes solares. Mas era uma mulher negra de cabelos longos vestida apenas de correntes de ouro e pedras. Visivelmente africana. De um poder incrível e assim podemos observar porque hora Kali é descrita negra e hora shkti, branca sendo elas irmãs gêmeas. Não era indianas mesmo quando sua tribo povou o vale do Indo. Eram africanas. Lindas africanas. Um ser ascenso, feito de sol e muito antigo. Uma buda primordial. Sentir sua força primordial no corpo ainda esta sendo uma aventura, pois ela coloca os instintos todos para fora de uma forma vulcanica para serem curados e eliminados. Quando meditamos com ela, parte da saddhana longa da lotus em praticas complementares, ela vem logo depois da invocação da mãe primordial Devi, no inicio da saddhana. Se preparem para uma tormenta de reações, mas quando fizemos sua pratica com afinco antes de Kwan Yin em sua face da compaixão, então ficamos vazios o suficiente para curar nossa parte primordial. 
Após Invocação da devi chame por Kwan Yin primordial e entoe seu mantra abaixo.


Om Om Om Sarwa Buddha Dakiniye Vajra Warnaniye Vajra Berotzaniye Hum Hum Hum Phat Phat Phat Soha, que significa:

- O primeiro OM simboliza o Corpo Verdade de todos os Budas; o segunda OM, o êxtase de Corpo de todos os Budas; o terceiro OM, a emanação de Corpo de todos os Budas (homenagem a Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya – corpos de Buda);

- SARWA Buddha DAKINIYE significa ‘Todos as Dakinis Budas’ (Dakini Interior), a clara luz da mente de um Buda (Vajrayogini a sua natureza de clara luz mente de Buda);

- Vajra WARNAYNIYE significa ‘ discurso vajra de Dakini’ (Vajrayogini está na natureza do discurso vajra de todos os Budas – vajra aqui é o grande êxtase inseparável da vacuidade);

- Vajra BEROTZANIYE significa ‘corpo vajra de Dakini’ (Vajrayogini é o corpo vajra de todos os Budas);  Hum Hum Hum é um pedido para Vajrayogini: ‘conceder as bênçãos de seu corpo, fala e mente para que atingir o corpo vajra, fala e mente de Budh ” (Hum energisa o pedido);

- Phat Phat Phat é o pedido: “pacificar os obstáculos exteriores, interiores e secretos’ (Phat é como um Mantra de destruição);

- SOHA constrói o alicerce de todas as realizações deste mantra ou que seja perfeitamente cumprido.




  MANTRA E MEDITAÇÃO. 

ENSINAMENTOS EM INGLÊS

abaixo estraido do site: http://www.espiritualidadefeminina.com.br/vajrayogini-shakti-orientadora-e-inspiradora-no-caminho-de-iluminacao-idam-tantra-heruka-vajravahari-dakini/

Vajrayogini – A Shakti orientadora e inspiradora no caminho de iluminação
BY SHAKTI · 07/12/2011

Vajrayogini – A Shakti orientadora e inspiradora no caminho de iluminação

Shakti (e também Prajna) não só tem o poder dinâmico de projetar ou dar a luz ao mundo, ao ego, a vida, a tudo o que é mutável e perecível, mas também tem o poder de consumir, de dissolver tudo o que veio dela. Porque isso tudo é impermanente, inter-relacionado e interdependentente formando, uma teia de fenômenos que possuem a mesma essência, ou seja, é uma unidade, que contém em si todos os opostos com as mesmas potencialidades, mas são percebidos e experimentados, ilusoriamente, pela consciência individual (ego) ignorante, como individualidades independentes gerando todos os enganos e por fim todos os sofrimentos. Quando se conscientiza dessa verdade o mundo ilusório, aparentemente desmembrado, partilhado, independente se desfaz pelo próprio poder de Shakti-Maya. “A energia vital, é por fim, não menos destrutiva do que criativa: assim também é a Deusa. A vida alimenta-se da própria vida. No final toda criatura torna-se alimento de outra.”

Para mostrarmos essa verdade sobre a impermanência deste mundo efêmero e o poder de renunciá-lo e aniquilá-lo, Shakti, já no sentido de Prajna, se manifesta como a Vajrayogini na tradição tântrica tibetana.



Figura – Vajrayogini

Antes de falarmos de Vajrayogini é importante verificar que ela possui característica muitíssimo semelhantes a Kali hindu.

Kali é a deusa indiana devoradora e aniquiladora, numa pobre interpretação, é o aspecto negativo do feminino, “A Sombra da Morte” . A palavra deriva de kala que significa ‘tempo’, mostrando a impermanência dos fenômenos da existência. Mais especificamente simboliza o “tempo negro,…o útero e o túmulo do mundo” , esta entre as “deusas mãe canibais……personificação do tempo que tudo devora” . Este simbolismo expressa tanto o seu poder de dar vida a totalidade, como também de destruí-la; assim como cria a ilusão, também tem o poder de destruir a ilusão, sendo assim, mostrar a verdadeira face da realidade. “A terrível… cujo estômago é um vácuo que jamais pode ser preenchido e cujo útero está eternamente parindo coisas.”



Figura – Kali



figura – Estatua Vajrayogini

“Prisão e libertação, ambas são obras suas … Ela é chamada a Redentora e a Removedora do cativeiro que prende a pessoa ao mundo.”

Assim Kali evoluiu em seu simbolismo e seu aspecto, na atualidade, é conhecido como Vajrayogini (=Adamantine Yogini), uma divindade meditational tântrica budista (chamada de yidam em tibetano ou sânscrito: ishtadeva) encarnando a feminilidade totalmente esclarecida (iluminada), mas também a sabedoria enérgica.

Vajrayogini é a principal Dakini (“espaço-corajoso”, “mulher celeste” ou fada da nuvem, é a “encarnação da mulher iluminada de energia),  um aspecto orientador e inspirador no caminho da iluminação de um praticante tântrico.



Figura – Vajrayogini

O termo Dakini deriva da raiz dak que significa “para já acenam com som”, ou seja,  a chamada ou bata, mas pode ter origem numa palavra bengali que significa intactos ou par (de parceira). As Dakinis aparecem no Hinduísmo, na tradição Bön, mas são prevalencem no budismo Vajrayana tibetano onde a Dakini, ou tem temperamento de irado ou é uma musa inspiradora para espiritual prática.  Na sua essência, Dakinis são deidades femininas de forma enérgica, evocativa do movimento e da energia no espaço. Na tradução como ‘mulher celeste’, o céu ou espaço indica ‘shunyata’, a insubstantiabilidade dos seres e dos fenômenos, sendo simultaneamente, a pura potencialidade para todas as possíveis manifestações. Elas são associadas a diversas funçoes da energia, ligadas ao caminho da transformação como, por exemplo, a energia das emoções negativas (kleshas) ou venenos são transformadas na energia da luminosa consciência (esclarecida) ou sabedoria (jnana).

As Dakinis estão classificadas em três classes. Dakinis Exteriores, Interiores e Secretas. Dakinis secretas representam a própria Prajnaparamita (tibetano yum chenmo) ou nulidade, o vazio de acordo com a natureza da realidade doutrina budista Mahayana. Dakinis interiores são divindades meditationais (tibetano: yidam), totalmente esclarecida (Budas) que ajudam o praticante a reconhecer sua própria essência budica. Já as Dakinis exteriores são as formas físicas da Dakini, alcançadas através de práticas tantricas tais como o Seis Yogas de Naropa que trabalham com as energias sutis do corpo de modo que o corpo fique compatível com uma mente iluminada.  A Dakini exterior é, na verdade, uma Dakini em forma humana.  Ela é uma Yogini, ou praticante tântricos já realizada ou com altas realizações, mas pode também ser um karmamudra, ou consorte, de um Yogi (praticante masculino, também possuidos de determinadas realizações).



Figura – Dakini

Dakinis também podem ser classificados de acordo com o Trikaya, ou seja níveis de corpos. Dharmakaya Dakini, que é Samantabhadri, representando a origem dos demais corpos onde aparecem todos os fenômenos em essência (como vacuidade);  sambhogakaya dakinis, que são aquelas Dakinis escolhidas para a nossa prática, e as nirmanakaya dakinis, que são as mulheres que nascem ou que adquirem potencialidades especiais, ou até mesmo todas as mulheres, em geral, como eles podem ser classificados em três dos cinco famílias de Buda.

Encontar a Dakini, ou ser iniciado por ela, é uma etapa, entre as últimas, no caminho do budismo Vajrayana (caminho da Iluminiação) ou Budismo “esotérico”. A primeira é o encontro com o guru que dá a iniciação (ou empoderamento – transmissao de poder – energia) referente ao aspecto Dakini, isso corresponde à primeira realização, do praticante, sobre a verdadeira condição da realidade. A segunda fase corresponde à Contemplação da imagem da Dakini escolhida, e a terceira é a união mística com a Dakini (se tornar um com ela), pois é ela a fonte das actividades de realização.  No Dzogchen (rdzogs chen) estas três fases referem-se a tawa (LTA ba), gompa (sgom pa) e chöpa (spyod pa). A primeira é a visão direta da verdadeira natureza da realidade (vacuidade dos seres e fenômenos) e não apenas uma idéia intelectual da realidade. A segunda é a continuidade desta visão (familiaridade), em sessões de Contemplação; e o terceiro é a continuidade deste visão nas atividades da vida quotidianas, bem como a utilização das imperfeição para tornar a visão ininterrupta.  Por isso, a mente sutil (pode-se até dizer inconsciente coletiva) também pode ser representada pela Dakini por encarnar o indissocialização entre vazio e sabedoria.

Para os não praticantes, as Dakinis encarnam o espírito do furor feminino, ela aparece para dançar em um frenesi selvagem, no caos, destruição e transformação.  A cólera presente nelas é para demonstrar os próprios estados de raiva, ganância e ilusão que os indivíduos devem cortadas-eliminar e transformar.  A determinação e a forte energia que elas exprimeme são necessárias para cortar as raízes da ignorância que levam a estes estados negativos.

Na forma sombria, a Dakini está relacionada com Valquíria na mitologia Nórdica. As valquírias eram deidades menores, donzelas e servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo falkyr ou valkyrja, algo como “as que selecionam os mortos em batalha”. Elas eram mulheres jovens e belas, louras de olhos azuis, que apareciam montadas em cavalos alados, armadas com lanças, elmos, As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes que faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico da Aurora Boreal. Elas sobrevoavam os campos de batalha escolhendo os melhores guerreiros, os mais corajosos, recém-abatidos eram escoltados para Valhala, o salão de Odin no Valhala, a morada dos deuses. Eles lutavam todos os dias e festejavam todas as noites preparando-se para Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Porém Odin tinha um acordo com a deusa Freya, chefe das valquírias, que levava metade desses guerreiros seu palácio.

Assim, como em Kali, esta qualidade irada é temível. No dialeto hindu, a palavra dakin refere-se a uma bruxa, como espírito feminino terrível, mas não necessariamente feio, podendo ainda chegar a corresponder um espírito feminino mágico, como uma Fada, relacionando-a as florestas e jardins ou as ninfas do céu. Mas, independente da aparência, dakinis são compreendas como manifestações que aparecem em forma feminina, a fim de ajudar os seres humanos.  Elas podem aparecer como linda donzela, voluptuosa, graciosa, pode ser até mesmo angelical.  Porém a Dakini aparece também como mulher feroz, para ajudar a superar os obstáculos da nossa aspiração de fazer progresso espiritual.  Eles são geralmente retratadas dançando e possuindo apenas jóias como suas vestimentas.

Ela é o feminino transcendente que manifesta-se em visões, sonhos, meditação e experiências. Para o meditador espiritual, Dakini simboliza os níveis de realização pessoal: a sacralidade do corpo, tanto do homem, como da mulher; em meditação, o profundo ponto de encontro de corpo e mente; o domínio da prática ritual, e, finalmente o vazio.

Outras funções de uma Dakini são a de protetora e de auxiliadora para atingir as quatro atividades iluminadas (pacífica, incrementadora, magnetizadora e irada). No budismo Vajrayana ela é a reveladora, condutora; a matriz ou a fonte da auspisiosa iluminação.   Em diversas práticas tântricas, a cooperação de uma Dakini, como consorte e companheira é considerado essencial, pois podem transmutar e transformar a energia sexual, usando o próprio desejo para libertar praticantes do apego e poder prosseguir co caminho.

Assim, como a Rainha das Dakinis, Vajrayogini é vista como “a última floração feminina de energia que se situa dentro de todos nós”, um Buda plenamente iluminado, a essência da totalidade-além dualidade, além do ego.  Ela reúne em si todas as qualidades budicas.

Vajrayogini também pode ser chamada de Khandaroha (em tibetano) que significa ‘aquela que atravessa o céu’ ou que “se move no espaço- ou vácuo-vazio-éter”, ou ‘bailarina do céu ” ou ” caminhante do céu” ou “sabedoria do vazio”. Ela é uma das divindandes mais presentes nas práticas tântricas (sadana) da atualidade pois, a prática que a ela pertence é a mais simples e ela também resume em uma única deidade de meditação todos os principais aspectos das demais, tanto femininas como masculinas. Vajrayogini esta presente em todas as escolas do budismo tibetano, inclusive desta geração de Lamas como Lama Yeshe, Lama Zopa, Geshe Kelsang Gyatso, Geshe Tharchin, Gehlek Rinpoche e outros.  Ela é uma jóia que liga o budismo, fonte de mediação tântrica que foi para o Tibete, para a China e está no ocidente, trazida por esses Lamas.

Figura – Vajrayogini

Mesmo com sua aparência irada, sua compaixão é ilimitadas por todos os seres. Sua oração, mantra, mandala e selo podem potencializar as mentes das pessoas no sentido da libertação. Ela age com intensivamente para eliminar, destruir o veneno da ignorância, do desejo, da aversão, da inveja e do orgulho, mas principalmente do ego, a noção do eu separado dos outros e do mundo.

Ela pode aparecer sozinha como também em união com um consorte, Heruka Chakrasamvara, neste caso seu nome é Vajravarahi, a Dakini da sabedoria, como acontece no Chakrasamvara Tantra.  Ela está associada com o Buda Vairocana, seu parceiro é Chakrasamvara, e ela foi a tutelar Dakini dos adeptos Marpa, Milarepa, Gampopa e Phagmogru.  Cinco das emanações Vajravarahi’s são conhecidos como os cinco Dakinis Sabedoria, que aparecem no chamado bardo, ou seja, no estado intermediário após a morte e anterior ao renanscimento.



Figura – Heruka com Vajravahari

Ela é a “Sarva-buddha-Dakini”, a Dakini que é a essência de todos os Budas. Vajrayogini, bem semelhante a Kali é mostrada, normalmente como uma jovem nua, de corpo vermelho translúcido escuro e está de pé.  Sua nudez mostra sua essência de vacuidade. Seu corpo vermelho significa o arder de seu fogo interior para destruir as delusões. Com mais um olho central mostra que não só apenas compreende o passado e futuro (os olhos da esquerda e direita) como sabe vivenciar o presente. Sabe estar presente, estar atenta a vida no memento real em que ela acontece. Este terceiro olho, fixado em sua testa verticalmente também representa a sabedoria superior.  Ela têm, em uma mão, um crânio cheio de sangue que pode também ser ser interpretado como com sangue menstrual ou o elixir da vida (Amrita, o néctar de êxtase), mas também significa sua experiência na chamada ‘clara luz de êxtase’ (a máxima realidade do vazio luminoso). Na outra mão e impõe uma faca curvada (Kartika ou Tri gug) simbolizando o poder de cortar o continuum das delusões e obstáculos.  Seu cabelo é preto e comprido indicando que está livre do ego. As vezes, se aparece com forma mais humana, têm cabelos cor de laranja. Usa uma grinalda de crânios humanos, uma pedra preciosa vermelha e oito raios de ossos na cabeça representando a perfeição de esforço de todos os Budas. Tem um colar de cinqüenta ossos que simbolizam as cinqüenta energias purificadas. Possui brincos (perfeição de paciência), jóias no pescoço (perfeição de dar), no coração (perfeição de estabilização mental), pulseiras nos braços e pernas (perfeição de disciplina moral) e na cintura. Carrega um khatanga (lança) inclinado contra seu ombro esquerdo, simbolizando sua união com o consorte Heruka (He= vacuidade, Ru=grande êxtase, Ka=união de vacuidade e êxtase) Chakrasamvara. Na extremidade do khatanga há um vajra  de ponta única que representa a proteção. Sua expressão é irada, apesar de bela.  Seu corpo está radiante vermelho aceso como o calor do fogo e está rodeada por um anel de chamas da sabedoria. Ela dança sobre dois cadáveres, que representam o domínio completo sobre as delusões do apego ao ego e a expriência, do ódio e da ignorância.  Vajrayogini é freqüentemente associada com triunfo dinâmico sobre ignorância e libertou-se dos medos do samsara e da individualidade, podendo enfim, conduzir todos os seres a este mesmo estado.



Figura – Vajra ou Dorge



Figura – Vajra ou Dorge duplo

A esfera celeste ou “terra pura” de dakinis é chamada Khechari.

O Mantra de Vajrayogini é: Om Om Om Sarwa Buddha Dakiniye Vajra Warnaniye Vajra Berotzaniye Hum Hum Hum Phat Phat Phat Soha, que significa:

- O primeiro OM simboliza o Corpo Verdade de todos os Budas; o segunda OM, o êxtase de Corpo de todos os Budas; o terceiro OM, a emanação de Corpo de todos os Budas (homenagem a Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya – corpos de Buda);

- SARWA Buddha DAKINIYE significa ‘Todos as Dakinis Budas’ (Dakini Interior), a clara luz da mente de um Buda (Vajrayogini a sua natureza de clara luz mente de Buda);

- Vajra WARNAYNIYE significa ‘ discurso vajra de Dakini’ (Vajrayogini está na natureza do discurso vajra de todos os Budas – vajra aqui é o grande êxtase inseparável da vacuidade);

- Vajra BEROTZANIYE significa ‘corpo vajra de Dakini’ (Vajrayogini é o corpo vajra de todos os Budas);  Hum Hum Hum é um pedido para Vajrayogini: ‘conceder as bênçãos de seu corpo, fala e mente para que atingir o corpo vajra, fala e mente de Budh ” (Hum energisa o pedido);

- Phat Phat Phat é o pedido: “pacificar os obstáculos exteriores, interiores e secretos’ (Phat é como um Mantra de destruição);

- SOHA constrói o alicerce de todas as realizações deste mantra ou que seja perfeitamente cumprido.



Figura – mantra Vajrayogini com sílaba semente BAM ao centro

Sua letra ou sílaba semente é BAM visualizada em vermelho e representa a natureza da mente de grande êxtase e vacuidade.



figura – sílaba semente BAM

Vajrayogini tem a função de Yidam (Aquilo), o arquétipo para meditação com o qual se mantém um compromisso (sânsc. samaya, tib. damtsig / dam tshig). Ydam é uma forma divina na qual vai substituindo a própria identificação (identificação com o Ego), integrando as virtudes (energia) e sabedorias relacionadas a esta forma (arquétipo).

Sua meditação acompanha uma mandala. Vajrayogini é o seu símbolo central, no meio de uma estrela de seis pontas (Selo de Salomão) que compreende dois triângulos entrelaçados significando a união dos opostos.



Figura – Mandala Vajrayogini I



Figura – Mandala Vajrayogini II

Mantra visualizações Vajrayoguini PDF Imprimir E-mail
Vajrayogini Mantra

BAM

Existe um número de maneiras para visualizar o mantra Vajrayoguini em torno da carta de sementes BAM. Comum a todas as tradições do Yoga é 9 (de recitação verbal e mental), com o pé BAM sobre uma almofada de lua dentro de dois tetraedros de interseção, o dharmodayo ( mais sobre isso na seção de FAQs). Veja uma versão animada no exemplo 1 abaixo.

Aqui é o (1 linha) versão em sânscrito:

Vajrayogini Mantra in Sanskrit

Aqui garland o mantra em sânscrito:

Vajrayogini Mantra in Sanskrit

Como as sílabas são dispostos em torno do BAM sentido anti-horário é sujeito a um ponto de vista diferente no Sakya e as linhagens Gelug. Na tradição Sakya ele lê as sílabas e na Gelug as letras de uma forma anti-horário. Você pode visualizar ou baixar o gráfico comapring ambas as visões de aqui .

A outra diferença passando por todas as tradições é se os stands de mantras ou círculos ao redor do BAM. Exemplos 1 a 3 seguir a primeira interpretação, por exemplo 4 a este último.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Buda Amithaba - senhor da família Pema - a Lótus



Amithaba é um buda Diani, ou seja um dos budas primordiais ou da meditação. Foi um rei do sul da China região onde se descortina toda a história principal de Kwan Yin e é por isso que ela pertence a familia da Lótus. Avalokiteshvara era filho de amithaba. Noutro nível, o cósmico, Amithaba é um buda de fogo, pertencendo ao trono da justiça coordenado por Agni/Xangô, sendo responsável por elevar pessoas que tem boas praticas e acumulam mérito vivendo corretamente e ajudando outras através da pratica do discernimento justo e correto, da mente clara, da vitalidade sem desejo primitivo. Compreendamos aqui uma coisa muito difícil de entender após a idade média cristã. Desejo e vontade sincera são coisas diferentes. O desejo é algo que se quer porque recebemos estímulos dos 5 sentidos e insistimos mesmo que seja errado. O sexo por exemplo, se vem de sentimento sincero de amor ou leveza sem gerar sofrimentos não é um problema.
Neste caminho de evolução, o da Lótus, ao qual pertencem Mestre Saint Germain e o Mahadeva Shiva. Este é o caminho destes ensinamentos sagrados, mas não digo religioso, porque o objetivo é não haver ilusão ou crença, mas praticas a caridade, a compaixão e ajudar as pessoas com justiça.







domingo, 11 de dezembro de 2016

A Jornada da Lótus




Já faz algum tempo que não escrevo no blog e muitas coisas se transformaram, evoluíram. 
Pudemos observar que os Senseis formados conforme praticavam estravam num período chamado desilusão e é neste momento que se separam aqueles que tem motivação pura e altruísta (compaixão) dos que buscavam títulos para o ego. Um botisatva, não é um ser inatingível alvo de adoração, mas um ser que após muitas vidas compreendeu a real necessidade de auxiliar todos os seres e principalmente aqueles ligados a ele ao longo das suas muitas vidas, não importando se são bons ou maus. Cada ser tem seus porquês. Estar no caminho da Lótus é estar no caminho botisatva é abdicar dos desejos de como as coisas seriam pela nossa mente, para poder realmente vê-las e a partir do que são atingir a libertação de se viver de forma real. Desta forma podemos realmente auxiliar os seres. a frase de: "a experiência é libertadora", vem dos senseis que já atingiram este estado e iniciaram a real jornada da vida. 

Na fase de desilusão, frequentemente ouço o questionamento sobre ter que desapegar de adorar este ou aquele ser, ou desapegar do que pensamos sobre as pessoas. Para de julgar não é fácil, mas é possível. Quanto nos libertamos e passamos desta fase, passamos a observar os movimentos de tudo e como estamos realmente ligados ao todo. É um processo de sentir, experimentar e saber, nos 3 processos.

A Lótus realmente leva a isso. Ninguém sai flutuando, esta é uma das idéias a se desapegar: tiramos o humano do divino e isso é ilusório. Com o Lótus podemos observar o humano no divino e finalmente realmente sentir, ver e perceber o divino no humano e em todos os seres. 

Yasoha, dez 2016


quinta-feira, 2 de junho de 2016

O QUE É E QUAL A DIFERENÇA ENTRE CANAL, MÉDIUM E VASO DIVINO

                    Qual a diferença entre ser um vaso, um canal e um médium? Pode-se ser os 3, mas vamos diferenciar o que é cada um. Boddhisatva Kwan Yin é uma essência divina que poderá adentrar o perispírito de uma pessoa e iluminá-lo (o que não envolve nenhum fenômeno fantástico, salvo da luz dela começar a habitar as células da pessoa e cabe ao livre arbítrio desta atuar com esta luz no mundo que vive) e isso é ser um vaso. É um fenômeno permanente. Após uma fusão de essências (da pessoa + o ser de luz) surge uma nova essência resultante destas que habitará para sempre aquele espírito. Eu sou um vaso de Kwan Yin, mas também sou a Gabi. Conheço vários vasos de muitos seres de luz e são pessoas, assim como eu, bem comuns. Para ser um vaso, vc precisa entregar seu ser totalmente em oferenda e isso normalmente é feito por várias encarnações. Basta uma para a primeira fusão acontecer. Isso é Pusa, uma jóia, pois através das fusões vamos evoluindo e ajudando os seres. Um canal é alguém que entra em sintonia com um ser e transmite sua energia e sua luz sem entrar em fusão, como uma antena. Um vaso de um ser pode ser o canal de outros tantos seres, pois quando canalizamos usamos apenas o aparelho do nosso corpo elétro-magnético, mas nossa essências não é tocada. O médium ou cavalo, é uma pessoa que sede temporariamente seu corpo físico para que outro espírito possa se manifestar, podendo esta incorporação ser plena, ao lado por contato de energia, ou de chakras, onde o espirito que vai atuar fica conectado atrás do médium. Muitas pessoas são os 3, tendo em vista que são coisas diferentes. Um vaso, pode canalizar um ser entrando na sua sintonia, mesmo que este esteja longe (inclusive sintonizar uma pessoa encarnada), pode dar passagem para um agente ou guia e ainda sim se manter um vaso. O termo vaso veio do Induismo, que diz que somente quando nosso ser esta vazio do ego, uma essência divina poderá preenche-lo. Talvez porque para os orientais pareça simples e óbvio não tenham escrito que a personalidade da pessoa vaso sofre pouquíssimas alterações perspetiveis pelos de fora, salvo quando o vaso resolve mudar seu comportamento, uma decisão muito mais racional que natural da fusão. A maioria dos vasos que conheço mudaram muito pouco, embora se note mais luz, mais paz e outras energias. Mas continuam tendo dor de cabeça, dias ruins, e coisas do gênero se continuam a viver socialmente da mesma forma de antes.
No meu caso tive uma mudança radica de paladar (como acontece com as gravidas), de humor, mas não de senso de humor, de leveza interna, mas sem adotar uma postura de mestre zen, que estou longe de ser e querer ser. Uma amiga minha vaso da Deusa Nuth se tornou mais bonita, profunda e com uma aura de infinito, mas comendo cachorro quente e conversando não se nota e uma outra que está entrando no processo de fusão (que já constatei não ser nada agradável a limpeza que os guias fazem) com a deusa Afrodite está com um brilho de segurança feminina, nada languida como se imaginaria, mas poderosa mesmo, de quem sabe e conhece a relação entre os seres. Ah! Uma essência divina é algo imenso assim podemos ter a fusão de uma mesma essência com varias pessoas diferentes. Na Índia é muito comum vários vasos de Vishnu e na China de Awalokitesvara. Kwan Yin num de seus processos foi vaso de Awalokitesvara e por isso muitos a confundem com ele. O Dalai é um vaso dele encarnado e mesmo assim é um monge com sua personalidade própria, uma pessoa.
Espero ter ajudado vc a compreender mais sobre si e seus guias.
Para imagina um vaso apenas imagine açúcar se diluindo num copo com água, onde a água é o espirito, o copo o vaso e o açúcar a essência divina.
Beijos de Luz - Gabi - Sri da Lótus

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sobre porque procurar o Lótus, o que é o que não é


Sabem, algo deve ser esclarecido sobre a Lótus. Muitos alunos que vão no curso atrás de mais uma técnica de cura para currículo, ou para seus consultórios ou porque curtem a fraternidade branca, ou ainda porque querem adorar Kwan Yin, acabam saindo, pois o Lótus não é nada disso. A adoração é uma forma de ilusão e ela se desmancha já no nível 1. 

O Lótus Sagrado é universalista, um conjunto de práticas voltadas para o auto-despertar da consciência a nível búdico, abertura do amor compassivo, visando a iluminação das pessoas não importando sua religião e cultura. O Foco não está em adorar Kwan Yin e chamá-la como Deusa ou santa quando precisamos, embora ela nos socorra sempre. O objetivo é que cada um se torne um ser de luz, um iluminado, pois melhor que um guru com milhões de devotos é milhões de iluminados a evoluir o planeta. O nível um envolve muitas técnicas de cura e auto-cura e transformação porque meditar se sentindo triste, doente ou carregado é muito ruim. São mais de 10 técnicas aprofundadas somente no nível 1, nos níveis sequentes aprendemos sobre guardiões do caminho iluminado, chakras, respiração, as faces de Kwan Yin, seus dons e muito mais, tudo voltado para o despertar do ser, pratica da caridade, consciência universal, canalização consciência, sintonia e uma jornada de luz que vai alem da ascensão, nos levando para fora da roda do carma nas dimensões superiores a oitava. Então se seu objetivo é evoluir e auxiliar os seres, se ao invés de seguir um ser de luz quer trabalhar com eles na obra universal então o Lótus é para você. Inicia no aprendizado do caminho do bodhiisatva e das técnicas e no nivel de Sensei, professor, o ensino amoroso do caminho de luz e as Lótus de cristal. Sinta o Lótus colocando agora as mãos no coração e pergunte se deve vir aprender conosco, se sentir amor e paz, seja bem vindo!