sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CHAMA TRINA - O QUE É

Chama Trina




A chama trina, que nada mais é do que o fogo divino. E tal qual o fogo que percebemos no fogão ou na fogueira, tem três temperaturas, 3 comprimentos de onda, e assim sendo 3 cores.

A energia azul – que é a mais quente e veloz, chegando pelo sol ao planeta terra no primeiro raio da manhã, gerando nosso lindo céu azul matinal, quando entra em contato com o ozônio, traz em si informações puras da vontade da fonte (Deus/Deusa), que ativa nosso coração e nosso inconsciente depositando ali a inquietude que nos impulsiona fazer qualquer coisa. Seria o que verdadeiramente chamamos de fé. Aprendemos que fé é crer, se assim fosse, não seriam duas palavras. Crer em algo é acreditar sendo real ou não, mentalmente que algo existe. Isso nos torna crédulos e muitas vezes iludidos. A vontade maior que vem nas partículas da luz azul e que quando a chama divina, manifesta da divindade, se ativa dentro de nós como um emissor de informações passadas pela fonte, assim como uma antena transmite informações vindas de uma estação de tv. Sentimos este azul, como algo que nos move, que incomoda, até que consigamos descobrir o que é. A vontade do divino é o chamado. E esta energia te move e te da disciplina para tudo. Pois não larga de te incomodar até que você faça o que deve ser feito. Mas antes, você precisa saber o que é.
A energia amarela – que é mais fria que a azul e chega ao planeta ao meio dia, baixa a velocidade do nosso sistema nervoso central e dos neurônios. Possibilitando assim que organizemos e compreendamos a vontade que temos. Por isso a compreensão é a chama amarela da sabedoria.
O verdadeiro despertar consciencial acontece quando passamos a compreender a vontade maior que está em todos os seres. Toda vez que invocamos a chama amarela da sabedoria passamos a compreender a nós mesmos, o mundo e a vontade maior. Tanto o chá de camomila, quanto a vitamina D, quanto a pedra de citrino são fixadores de substancias. Da mesma maneira a cor amarelo dourada do sol ativa esta fixação. O fogo da fonte fonte divina fixa a vontade maior que se expressa através de nós nas muitas dimensões do nosso universo. A vontade de fazer o bem, de ser compassivo e se iluminar, nada mais é que a vontade da divindade nos incomodando para que compreendamos que mais importante que tudo é que realmente reconheçamos e compreendamos que ela, divindade, está em tudo. Ora ocultada pela escuridão gerada pelos nossos pensamentos ruins ora muito perceptível quando nada pensamos ou estamos distraídos apenas contemplando esta manifestação. Como olhar para o sorrido lindo de uma criança. Nada julgamos e nada pensamos, apenas ficamos felizes com isso. Contemplar e deixar que a divindade te mostre é compreender  a chama dourada. Quando compreendemos passamos a nos envolver, nos conectar com o que compreendemos. Esta conexão é cor de rosa.


A energia rosa – de cor de fogo entre vermelho e rosa, chegando ao planeta Terra ao entardecer, traz consigo a conexão com o divino. Numa palavra atual se chama link, assim nesta chama sagrada ficamos conectados com o divino. Quando esta conexão é plena a chamamos de amor. Amamos tudo o que nos conectamos de forma pura, sem a ilusão dos julgamentos. Sentimos a vontade do divino, compreendemos esta vontade completamente percebendo o divino em tudo, e nos conectamos a este todo ou tudo vivenciando o amor universal. A energia rosa é um conector, é a lei da atração, é o fixador máximo de todas as coisas, como o nosso sague o é. Devemos compreender que nos conectaremos com as energias que temos a nossa volta mas que estão dentro de nós. Por isso, fazemos práticas de remoção de obstáculos, para remover ilusões e não nos conectarmos mais com elas. Sentindo a divindade em nós, compreendendo esta divindade e amado temos o que chamam de despertar crístico, búdico ou iluminatório. Muitos praticantes de Lótus já alcançaram este estágio. Cada um tem seu tempo para isso.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Kshitigarbha "Protetor das Crianças, da Terra e resgatador dos infernos"!

Também conhecido no Japão como Jizo Bosatzu, e sendo para os japoneses uma das divindades mais populares, este monge surgiu em minhas meditações entrando pela porta.
Na verdade quando faço minhas práticas muitas vezes seres entram pela porta, foi assim como Kwan Yin também.
Ele era sereno, doce e risonho. Num primeiro momento nada falou, depois me esclareceu que vinha ajudar a Terra, que era responsabilidade dele, até o advento de Maitreya despertar, cuidar do planeta Terra. Conversamos sobre os "meninos mimados" que por capricho geram guerras e muita morte, não somente de seres humanos, mas principalmente no meio natural. Ele tranqüilizou meu coração e sorrindo disse que cada geração tem seus problemas e com estes seus aprendizados. Que devemos dar limites para as crianças, assim como todo amor e condições para bem crescerem e que não devemos fazê-las acreditar que tem poder sobre os outros mas sim responsabilidades para com eles.

Podemos e devemos chamar Kshitigarbha toda vez que queremos iluminar as crianças, toda vez que o planeta esta em crise ou ameaçado, todos os dias se quisermos ele como nosso guia e nos dedicarmos ao seu propósito de ajudar a Terra e as crianças. Ele também encaminha crianças abortadas e seus espíritos quando se revoltam. Ajuda a acalmar crianças cujo espirito vem de dimensões densas, infernais ou umbralinas. Devemos render-lhe oferendas (energias, não é negocio ou troca como algumas pessoas erroneamente pensam) quando quisermos resgatar a alma de alguém dos infernos. Esta pratica é linda demais, pois nem todos que estão ligados aos infernos são mortos. As pessoas iradas, descontroladas, insensíveis, violentas, chantagistas e manipuladoras também estão ligadas aos infernos.

Ao longo de minha caminhada fiz alguns exorcismos, mas da maneira mais doce possível. Num exorcismo não temos preconceito com os demônios, reconhecendo que são seres em estado de ilusão profunda. Nós os tratamos e elevamos. Não doutrinamos, pois na compaixão reconhecemos que em determinados estados de consciência a compreensão de uma doutrinação ou ensino é inviável. Para que aprendamos pelo saber precisamos ter a mente aberta. Aqui coloco uma pequena pratica para ajudar as pessoas e almas que morreram de forma drástica, ou que tiveram vidas com o coração pesado de iras, raivas, revoltas ou insensibilidade.

Faça esta pratica toda vez que você estiver descontrolado, irado, com ódio, mágoa, raiva ou desespero.

   Mesmo que não identifiquemos porque fazê-la, fala ao menos uma vez por mês na lua nova.

PRATICA DE SALVAMENTO E TRANSFORMAÇÃO

Imagine uma Lótus dourada sob seus pés, coloque-se em posição de oração com as mãos espalmadas uma de frente a outra, deixe seu coração leve pensando em coisas boas e visualize Jizo entrando pela porta da sua residência ou local onde vc se encontra. 

Ore

        "Querido boddhisatva Jisô Bosatsu, Kshitigarbha, senhor da Terra e da sabedoria, neste momento de luz venho chamar-vos para que estejas comigo nesta pequena mas poderosa prática.
Peço que junto convosco venha senhora Kwan Yin que remove ilusões e é toda compassiva em suas faces Sojiu - que salva dos infernos, Batto - que remove a ilusão da ignorância, da Cavernas de Pedras que no tira da clausura das ilusões e do Dração Mestre que resgata todas as almas. 

         Também peço aos sagrados guardiões da Lótus, seres que atuam em união perfeita, independente de credo, local ou dimensão, que protejam esta pratica e removam meus venenos e conexões infernais. Que sejam removidas de todos meus ancestrais (salvos e transformados em luz eles sejam), de toda minha família (salvos e transformados em luz eles sejam), conhecidos, amigos, pessoas de que creio não gostar, pessoas que destroem seres, coisas e a natureza, seres infernais, crianças perdidas nas trevas e abortadas. Que sejam todos transformados, curados e libertados com o vosso poder de luz!

         Neste momento sinto, visualizo e crio muita luz. Sei que tu estás comigo Mestre Jizô Bosatsu e que todos juntos manifestamos grande luz. Sob esta luz tudo se transforma. Milhares de flores de lótus brotam na escuridão como milhares de sóis. Tudo que parecia terrível e imperdoável se transforma em paz, beleza, calma e perfeição. Tudo o que eu não compreendia passo a compreender, tudo o que era antes trevas se transforma em luz.  

         Minha mente clareia e clareia minha alma. A mente de todos clareia, suavizado ficam seus corações e salva sãos suas almas.

         Tudo é luz e tudo é perfeição.

         Agora se manifesta Kwan Yin que acalma e Kwan Yin da Grande compaixão. Tudo passa a ser fácil perdoar, tudo é compreendido e perdoado.

        Agora medito junto a Kwan Yin, aos guardiões da Lótus e o amado Kshitigarbha percebendo, tomando consciência, sentindo e experienciando a paz profunda, o estado de completitude, onde só existe luz pura. 

         Após algum tempo deixando sua mente repousando em silêncio para experienciar....

         Agradeço a vós, de coração aberto e feliz, amado Kshitigarbha, a vós amada em que tomo meu refúgio, Kwan Shih In Pusa e a toda Lótus, por poder estar aqui praticando agora e atuando na obra maior da evolução e libertação dos seres! Gratidão! Gratidão! Gratidão!

OM Kṣitigarbha Bodhisattva Yaḥ (mantra)


            Que esta prática auxilie a todos a que ela recorrerem trazendo grande mérito e virtude! 
            Abençoados sejam todos!

Com amor.

Sri. Gabriela Yasoha

20.09.2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Yángguāng Guardiã da Consciência Solar


Guardiã da Chama Sagrada Dourada!
"Pela luz do divino ser central, fiz o voto de proteger todos aqueles que buscam o saber, o despertar de consciência, a compreensão de si e do universo. Protejo o meio do caminho entre sua vontade e a realização. Trago todos os meios para que se cumpra a ordem maior de luz na terra. Atuo junto ao sagrado Mestre Lanto e me reuni a ele porque fiz o voto de ervir a amada Kwan Yin em toda sua jornada de salvação. Hoje aprendo e hoje ensino. Me chamo Yángguāng (Luz do Sol) e toda vez que precisarem de mim basta chamar ou se for mais simples apenas chamem pela luz da cigana dourada ou de Kwan Yin que virei." Todos tem direito de aprender, todos devem despertar de suas ilusões e todos podem sim ter os meios para sua evolução. Interna (nos medos e bloqueios) ou externamente (sabotagens astrais) eu removo os obstáculos! Estarei ao seu lado seus projetos, meditações, expansões e aprendizados. Nunca me peça pra fazer o que você deseja. Não sirvo ao EGO. Peça apenas para que eu atue a partir da vontade mais iluminada de seu divino ser! Gratidão a Grande Lótus por poder me manifestar!" Canalizado pela Sagrada Mestra Yasoha


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

VAJRAYOGUINI PRATICA

Quando somos iniciantes em qualquer pratica e observamos que nossos desejos comuns trazem angustia. Insatisfação com a vida que temos e ficamos apenas no mundo da ilusão vale chamá-la e incorporá-la. Ela surgira ao seu lado na Lótus. Ela pode ser chamada de Kwan Yin primordial, ela vem do sol. É uma divindade muito poderosa que deve ser invocada para ajudar todos adolescentes e pessoas que se perderam em desejos. 
Quando de uma maeditação nas dimensões superiores...acima da 33, trazendo a fonte primordial para terra, ela apareceu. Não a vi vermelha. Sua aura era feita de sol, ai sim vermelho dos gazes solares. Mas era uma mulher negra de cabelos longos vestida apenas de correntes de ouro e pedras. Visivelmente africana. De um poder incrível e assim podemos observar porque hora Kali é descrita negra e hora shkti, branca sendo elas irmãs gêmeas. Não era indianas mesmo quando sua tribo povou o vale do Indo. Eram africanas. Lindas africanas. Um ser ascenso, feito de sol e muito antigo. Uma buda primordial. Sentir sua força primordial no corpo ainda esta sendo uma aventura, pois ela coloca os instintos todos para fora de uma forma vulcanica para serem curados e eliminados. Quando meditamos com ela, parte da saddhana longa da lotus em praticas complementares, ela vem logo depois da invocação da mãe primordial Devi, no inicio da saddhana. Se preparem para uma tormenta de reações, mas quando fizemos sua pratica com afinco antes de Kwan Yin em sua face da compaixão, então ficamos vazios o suficiente para curar nossa parte primordial. 
Após Invocação da devi chame por Kwan Yin primordial e entoe seu mantra abaixo.


Om Om Om Sarwa Buddha Dakiniye Vajra Warnaniye Vajra Berotzaniye Hum Hum Hum Phat Phat Phat Soha, que significa:

- O primeiro OM simboliza o Corpo Verdade de todos os Budas; o segunda OM, o êxtase de Corpo de todos os Budas; o terceiro OM, a emanação de Corpo de todos os Budas (homenagem a Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya – corpos de Buda);

- SARWA Buddha DAKINIYE significa ‘Todos as Dakinis Budas’ (Dakini Interior), a clara luz da mente de um Buda (Vajrayogini a sua natureza de clara luz mente de Buda);

- Vajra WARNAYNIYE significa ‘ discurso vajra de Dakini’ (Vajrayogini está na natureza do discurso vajra de todos os Budas – vajra aqui é o grande êxtase inseparável da vacuidade);

- Vajra BEROTZANIYE significa ‘corpo vajra de Dakini’ (Vajrayogini é o corpo vajra de todos os Budas);  Hum Hum Hum é um pedido para Vajrayogini: ‘conceder as bênçãos de seu corpo, fala e mente para que atingir o corpo vajra, fala e mente de Budh ” (Hum energisa o pedido);

- Phat Phat Phat é o pedido: “pacificar os obstáculos exteriores, interiores e secretos’ (Phat é como um Mantra de destruição);

- SOHA constrói o alicerce de todas as realizações deste mantra ou que seja perfeitamente cumprido.




  MANTRA E MEDITAÇÃO. 

ENSINAMENTOS EM INGLÊS

abaixo estraido do site: http://www.espiritualidadefeminina.com.br/vajrayogini-shakti-orientadora-e-inspiradora-no-caminho-de-iluminacao-idam-tantra-heruka-vajravahari-dakini/

Vajrayogini – A Shakti orientadora e inspiradora no caminho de iluminação
BY SHAKTI · 07/12/2011

Vajrayogini – A Shakti orientadora e inspiradora no caminho de iluminação

Shakti (e também Prajna) não só tem o poder dinâmico de projetar ou dar a luz ao mundo, ao ego, a vida, a tudo o que é mutável e perecível, mas também tem o poder de consumir, de dissolver tudo o que veio dela. Porque isso tudo é impermanente, inter-relacionado e interdependentente formando, uma teia de fenômenos que possuem a mesma essência, ou seja, é uma unidade, que contém em si todos os opostos com as mesmas potencialidades, mas são percebidos e experimentados, ilusoriamente, pela consciência individual (ego) ignorante, como individualidades independentes gerando todos os enganos e por fim todos os sofrimentos. Quando se conscientiza dessa verdade o mundo ilusório, aparentemente desmembrado, partilhado, independente se desfaz pelo próprio poder de Shakti-Maya. “A energia vital, é por fim, não menos destrutiva do que criativa: assim também é a Deusa. A vida alimenta-se da própria vida. No final toda criatura torna-se alimento de outra.”

Para mostrarmos essa verdade sobre a impermanência deste mundo efêmero e o poder de renunciá-lo e aniquilá-lo, Shakti, já no sentido de Prajna, se manifesta como a Vajrayogini na tradição tântrica tibetana.



Figura – Vajrayogini

Antes de falarmos de Vajrayogini é importante verificar que ela possui característica muitíssimo semelhantes a Kali hindu.

Kali é a deusa indiana devoradora e aniquiladora, numa pobre interpretação, é o aspecto negativo do feminino, “A Sombra da Morte” . A palavra deriva de kala que significa ‘tempo’, mostrando a impermanência dos fenômenos da existência. Mais especificamente simboliza o “tempo negro,…o útero e o túmulo do mundo” , esta entre as “deusas mãe canibais……personificação do tempo que tudo devora” . Este simbolismo expressa tanto o seu poder de dar vida a totalidade, como também de destruí-la; assim como cria a ilusão, também tem o poder de destruir a ilusão, sendo assim, mostrar a verdadeira face da realidade. “A terrível… cujo estômago é um vácuo que jamais pode ser preenchido e cujo útero está eternamente parindo coisas.”



Figura – Kali



figura – Estatua Vajrayogini

“Prisão e libertação, ambas são obras suas … Ela é chamada a Redentora e a Removedora do cativeiro que prende a pessoa ao mundo.”

Assim Kali evoluiu em seu simbolismo e seu aspecto, na atualidade, é conhecido como Vajrayogini (=Adamantine Yogini), uma divindade meditational tântrica budista (chamada de yidam em tibetano ou sânscrito: ishtadeva) encarnando a feminilidade totalmente esclarecida (iluminada), mas também a sabedoria enérgica.

Vajrayogini é a principal Dakini (“espaço-corajoso”, “mulher celeste” ou fada da nuvem, é a “encarnação da mulher iluminada de energia),  um aspecto orientador e inspirador no caminho da iluminação de um praticante tântrico.



Figura – Vajrayogini

O termo Dakini deriva da raiz dak que significa “para já acenam com som”, ou seja,  a chamada ou bata, mas pode ter origem numa palavra bengali que significa intactos ou par (de parceira). As Dakinis aparecem no Hinduísmo, na tradição Bön, mas são prevalencem no budismo Vajrayana tibetano onde a Dakini, ou tem temperamento de irado ou é uma musa inspiradora para espiritual prática.  Na sua essência, Dakinis são deidades femininas de forma enérgica, evocativa do movimento e da energia no espaço. Na tradução como ‘mulher celeste’, o céu ou espaço indica ‘shunyata’, a insubstantiabilidade dos seres e dos fenômenos, sendo simultaneamente, a pura potencialidade para todas as possíveis manifestações. Elas são associadas a diversas funçoes da energia, ligadas ao caminho da transformação como, por exemplo, a energia das emoções negativas (kleshas) ou venenos são transformadas na energia da luminosa consciência (esclarecida) ou sabedoria (jnana).

As Dakinis estão classificadas em três classes. Dakinis Exteriores, Interiores e Secretas. Dakinis secretas representam a própria Prajnaparamita (tibetano yum chenmo) ou nulidade, o vazio de acordo com a natureza da realidade doutrina budista Mahayana. Dakinis interiores são divindades meditationais (tibetano: yidam), totalmente esclarecida (Budas) que ajudam o praticante a reconhecer sua própria essência budica. Já as Dakinis exteriores são as formas físicas da Dakini, alcançadas através de práticas tantricas tais como o Seis Yogas de Naropa que trabalham com as energias sutis do corpo de modo que o corpo fique compatível com uma mente iluminada.  A Dakini exterior é, na verdade, uma Dakini em forma humana.  Ela é uma Yogini, ou praticante tântricos já realizada ou com altas realizações, mas pode também ser um karmamudra, ou consorte, de um Yogi (praticante masculino, também possuidos de determinadas realizações).



Figura – Dakini

Dakinis também podem ser classificados de acordo com o Trikaya, ou seja níveis de corpos. Dharmakaya Dakini, que é Samantabhadri, representando a origem dos demais corpos onde aparecem todos os fenômenos em essência (como vacuidade);  sambhogakaya dakinis, que são aquelas Dakinis escolhidas para a nossa prática, e as nirmanakaya dakinis, que são as mulheres que nascem ou que adquirem potencialidades especiais, ou até mesmo todas as mulheres, em geral, como eles podem ser classificados em três dos cinco famílias de Buda.

Encontar a Dakini, ou ser iniciado por ela, é uma etapa, entre as últimas, no caminho do budismo Vajrayana (caminho da Iluminiação) ou Budismo “esotérico”. A primeira é o encontro com o guru que dá a iniciação (ou empoderamento – transmissao de poder – energia) referente ao aspecto Dakini, isso corresponde à primeira realização, do praticante, sobre a verdadeira condição da realidade. A segunda fase corresponde à Contemplação da imagem da Dakini escolhida, e a terceira é a união mística com a Dakini (se tornar um com ela), pois é ela a fonte das actividades de realização.  No Dzogchen (rdzogs chen) estas três fases referem-se a tawa (LTA ba), gompa (sgom pa) e chöpa (spyod pa). A primeira é a visão direta da verdadeira natureza da realidade (vacuidade dos seres e fenômenos) e não apenas uma idéia intelectual da realidade. A segunda é a continuidade desta visão (familiaridade), em sessões de Contemplação; e o terceiro é a continuidade deste visão nas atividades da vida quotidianas, bem como a utilização das imperfeição para tornar a visão ininterrupta.  Por isso, a mente sutil (pode-se até dizer inconsciente coletiva) também pode ser representada pela Dakini por encarnar o indissocialização entre vazio e sabedoria.

Para os não praticantes, as Dakinis encarnam o espírito do furor feminino, ela aparece para dançar em um frenesi selvagem, no caos, destruição e transformação.  A cólera presente nelas é para demonstrar os próprios estados de raiva, ganância e ilusão que os indivíduos devem cortadas-eliminar e transformar.  A determinação e a forte energia que elas exprimeme são necessárias para cortar as raízes da ignorância que levam a estes estados negativos.

Na forma sombria, a Dakini está relacionada com Valquíria na mitologia Nórdica. As valquírias eram deidades menores, donzelas e servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo falkyr ou valkyrja, algo como “as que selecionam os mortos em batalha”. Elas eram mulheres jovens e belas, louras de olhos azuis, que apareciam montadas em cavalos alados, armadas com lanças, elmos, As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes que faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico da Aurora Boreal. Elas sobrevoavam os campos de batalha escolhendo os melhores guerreiros, os mais corajosos, recém-abatidos eram escoltados para Valhala, o salão de Odin no Valhala, a morada dos deuses. Eles lutavam todos os dias e festejavam todas as noites preparando-se para Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Porém Odin tinha um acordo com a deusa Freya, chefe das valquírias, que levava metade desses guerreiros seu palácio.

Assim, como em Kali, esta qualidade irada é temível. No dialeto hindu, a palavra dakin refere-se a uma bruxa, como espírito feminino terrível, mas não necessariamente feio, podendo ainda chegar a corresponder um espírito feminino mágico, como uma Fada, relacionando-a as florestas e jardins ou as ninfas do céu. Mas, independente da aparência, dakinis são compreendas como manifestações que aparecem em forma feminina, a fim de ajudar os seres humanos.  Elas podem aparecer como linda donzela, voluptuosa, graciosa, pode ser até mesmo angelical.  Porém a Dakini aparece também como mulher feroz, para ajudar a superar os obstáculos da nossa aspiração de fazer progresso espiritual.  Eles são geralmente retratadas dançando e possuindo apenas jóias como suas vestimentas.

Ela é o feminino transcendente que manifesta-se em visões, sonhos, meditação e experiências. Para o meditador espiritual, Dakini simboliza os níveis de realização pessoal: a sacralidade do corpo, tanto do homem, como da mulher; em meditação, o profundo ponto de encontro de corpo e mente; o domínio da prática ritual, e, finalmente o vazio.

Outras funções de uma Dakini são a de protetora e de auxiliadora para atingir as quatro atividades iluminadas (pacífica, incrementadora, magnetizadora e irada). No budismo Vajrayana ela é a reveladora, condutora; a matriz ou a fonte da auspisiosa iluminação.   Em diversas práticas tântricas, a cooperação de uma Dakini, como consorte e companheira é considerado essencial, pois podem transmutar e transformar a energia sexual, usando o próprio desejo para libertar praticantes do apego e poder prosseguir co caminho.

Assim, como a Rainha das Dakinis, Vajrayogini é vista como “a última floração feminina de energia que se situa dentro de todos nós”, um Buda plenamente iluminado, a essência da totalidade-além dualidade, além do ego.  Ela reúne em si todas as qualidades budicas.

Vajrayogini também pode ser chamada de Khandaroha (em tibetano) que significa ‘aquela que atravessa o céu’ ou que “se move no espaço- ou vácuo-vazio-éter”, ou ‘bailarina do céu ” ou ” caminhante do céu” ou “sabedoria do vazio”. Ela é uma das divindandes mais presentes nas práticas tântricas (sadana) da atualidade pois, a prática que a ela pertence é a mais simples e ela também resume em uma única deidade de meditação todos os principais aspectos das demais, tanto femininas como masculinas. Vajrayogini esta presente em todas as escolas do budismo tibetano, inclusive desta geração de Lamas como Lama Yeshe, Lama Zopa, Geshe Kelsang Gyatso, Geshe Tharchin, Gehlek Rinpoche e outros.  Ela é uma jóia que liga o budismo, fonte de mediação tântrica que foi para o Tibete, para a China e está no ocidente, trazida por esses Lamas.

Figura – Vajrayogini

Mesmo com sua aparência irada, sua compaixão é ilimitadas por todos os seres. Sua oração, mantra, mandala e selo podem potencializar as mentes das pessoas no sentido da libertação. Ela age com intensivamente para eliminar, destruir o veneno da ignorância, do desejo, da aversão, da inveja e do orgulho, mas principalmente do ego, a noção do eu separado dos outros e do mundo.

Ela pode aparecer sozinha como também em união com um consorte, Heruka Chakrasamvara, neste caso seu nome é Vajravarahi, a Dakini da sabedoria, como acontece no Chakrasamvara Tantra.  Ela está associada com o Buda Vairocana, seu parceiro é Chakrasamvara, e ela foi a tutelar Dakini dos adeptos Marpa, Milarepa, Gampopa e Phagmogru.  Cinco das emanações Vajravarahi’s são conhecidos como os cinco Dakinis Sabedoria, que aparecem no chamado bardo, ou seja, no estado intermediário após a morte e anterior ao renanscimento.



Figura – Heruka com Vajravahari

Ela é a “Sarva-buddha-Dakini”, a Dakini que é a essência de todos os Budas. Vajrayogini, bem semelhante a Kali é mostrada, normalmente como uma jovem nua, de corpo vermelho translúcido escuro e está de pé.  Sua nudez mostra sua essência de vacuidade. Seu corpo vermelho significa o arder de seu fogo interior para destruir as delusões. Com mais um olho central mostra que não só apenas compreende o passado e futuro (os olhos da esquerda e direita) como sabe vivenciar o presente. Sabe estar presente, estar atenta a vida no memento real em que ela acontece. Este terceiro olho, fixado em sua testa verticalmente também representa a sabedoria superior.  Ela têm, em uma mão, um crânio cheio de sangue que pode também ser ser interpretado como com sangue menstrual ou o elixir da vida (Amrita, o néctar de êxtase), mas também significa sua experiência na chamada ‘clara luz de êxtase’ (a máxima realidade do vazio luminoso). Na outra mão e impõe uma faca curvada (Kartika ou Tri gug) simbolizando o poder de cortar o continuum das delusões e obstáculos.  Seu cabelo é preto e comprido indicando que está livre do ego. As vezes, se aparece com forma mais humana, têm cabelos cor de laranja. Usa uma grinalda de crânios humanos, uma pedra preciosa vermelha e oito raios de ossos na cabeça representando a perfeição de esforço de todos os Budas. Tem um colar de cinqüenta ossos que simbolizam as cinqüenta energias purificadas. Possui brincos (perfeição de paciência), jóias no pescoço (perfeição de dar), no coração (perfeição de estabilização mental), pulseiras nos braços e pernas (perfeição de disciplina moral) e na cintura. Carrega um khatanga (lança) inclinado contra seu ombro esquerdo, simbolizando sua união com o consorte Heruka (He= vacuidade, Ru=grande êxtase, Ka=união de vacuidade e êxtase) Chakrasamvara. Na extremidade do khatanga há um vajra  de ponta única que representa a proteção. Sua expressão é irada, apesar de bela.  Seu corpo está radiante vermelho aceso como o calor do fogo e está rodeada por um anel de chamas da sabedoria. Ela dança sobre dois cadáveres, que representam o domínio completo sobre as delusões do apego ao ego e a expriência, do ódio e da ignorância.  Vajrayogini é freqüentemente associada com triunfo dinâmico sobre ignorância e libertou-se dos medos do samsara e da individualidade, podendo enfim, conduzir todos os seres a este mesmo estado.



Figura – Vajra ou Dorge



Figura – Vajra ou Dorge duplo

A esfera celeste ou “terra pura” de dakinis é chamada Khechari.

O Mantra de Vajrayogini é: Om Om Om Sarwa Buddha Dakiniye Vajra Warnaniye Vajra Berotzaniye Hum Hum Hum Phat Phat Phat Soha, que significa:

- O primeiro OM simboliza o Corpo Verdade de todos os Budas; o segunda OM, o êxtase de Corpo de todos os Budas; o terceiro OM, a emanação de Corpo de todos os Budas (homenagem a Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya – corpos de Buda);

- SARWA Buddha DAKINIYE significa ‘Todos as Dakinis Budas’ (Dakini Interior), a clara luz da mente de um Buda (Vajrayogini a sua natureza de clara luz mente de Buda);

- Vajra WARNAYNIYE significa ‘ discurso vajra de Dakini’ (Vajrayogini está na natureza do discurso vajra de todos os Budas – vajra aqui é o grande êxtase inseparável da vacuidade);

- Vajra BEROTZANIYE significa ‘corpo vajra de Dakini’ (Vajrayogini é o corpo vajra de todos os Budas);  Hum Hum Hum é um pedido para Vajrayogini: ‘conceder as bênçãos de seu corpo, fala e mente para que atingir o corpo vajra, fala e mente de Budh ” (Hum energisa o pedido);

- Phat Phat Phat é o pedido: “pacificar os obstáculos exteriores, interiores e secretos’ (Phat é como um Mantra de destruição);

- SOHA constrói o alicerce de todas as realizações deste mantra ou que seja perfeitamente cumprido.



Figura – mantra Vajrayogini com sílaba semente BAM ao centro

Sua letra ou sílaba semente é BAM visualizada em vermelho e representa a natureza da mente de grande êxtase e vacuidade.



figura – sílaba semente BAM

Vajrayogini tem a função de Yidam (Aquilo), o arquétipo para meditação com o qual se mantém um compromisso (sânsc. samaya, tib. damtsig / dam tshig). Ydam é uma forma divina na qual vai substituindo a própria identificação (identificação com o Ego), integrando as virtudes (energia) e sabedorias relacionadas a esta forma (arquétipo).

Sua meditação acompanha uma mandala. Vajrayogini é o seu símbolo central, no meio de uma estrela de seis pontas (Selo de Salomão) que compreende dois triângulos entrelaçados significando a união dos opostos.



Figura – Mandala Vajrayogini I



Figura – Mandala Vajrayogini II

Mantra visualizações Vajrayoguini PDF Imprimir E-mail
Vajrayogini Mantra

BAM

Existe um número de maneiras para visualizar o mantra Vajrayoguini em torno da carta de sementes BAM. Comum a todas as tradições do Yoga é 9 (de recitação verbal e mental), com o pé BAM sobre uma almofada de lua dentro de dois tetraedros de interseção, o dharmodayo ( mais sobre isso na seção de FAQs). Veja uma versão animada no exemplo 1 abaixo.

Aqui é o (1 linha) versão em sânscrito:

Vajrayogini Mantra in Sanskrit

Aqui garland o mantra em sânscrito:

Vajrayogini Mantra in Sanskrit

Como as sílabas são dispostos em torno do BAM sentido anti-horário é sujeito a um ponto de vista diferente no Sakya e as linhagens Gelug. Na tradição Sakya ele lê as sílabas e na Gelug as letras de uma forma anti-horário. Você pode visualizar ou baixar o gráfico comapring ambas as visões de aqui .

A outra diferença passando por todas as tradições é se os stands de mantras ou círculos ao redor do BAM. Exemplos 1 a 3 seguir a primeira interpretação, por exemplo 4 a este último.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Buda Amithaba - senhor da família Pema - a Lótus



Amithaba é um buda Diani, ou seja um dos budas primordiais ou da meditação. Foi um rei do sul da China região onde se descortina toda a história principal de Kwan Yin e é por isso que ela pertence a familia da Lótus. Avalokiteshvara era filho de amithaba. Noutro nível, o cósmico, Amithaba é um buda de fogo, pertencendo ao trono da justiça coordenado por Agni/Xangô, sendo responsável por elevar pessoas que tem boas praticas e acumulam mérito vivendo corretamente e ajudando outras através da pratica do discernimento justo e correto, da mente clara, da vitalidade sem desejo primitivo. Compreendamos aqui uma coisa muito difícil de entender após a idade média cristã. Desejo e vontade sincera são coisas diferentes. O desejo é algo que se quer porque recebemos estímulos dos 5 sentidos e insistimos mesmo que seja errado. O sexo por exemplo, se vem de sentimento sincero de amor ou leveza sem gerar sofrimentos não é um problema.
Neste caminho de evolução, o da Lótus, ao qual pertencem Mestre Saint Germain e o Mahadeva Shiva. Este é o caminho destes ensinamentos sagrados, mas não digo religioso, porque o objetivo é não haver ilusão ou crença, mas praticas a caridade, a compaixão e ajudar as pessoas com justiça.







domingo, 11 de dezembro de 2016

A Jornada da Lótus




Já faz algum tempo que não escrevo no blog e muitas coisas se transformaram, evoluíram. 
Pudemos observar que os Senseis formados conforme praticavam estravam num período chamado desilusão e é neste momento que se separam aqueles que tem motivação pura e altruísta (compaixão) dos que buscavam títulos para o ego. Um botisatva, não é um ser inatingível alvo de adoração, mas um ser que após muitas vidas compreendeu a real necessidade de auxiliar todos os seres e principalmente aqueles ligados a ele ao longo das suas muitas vidas, não importando se são bons ou maus. Cada ser tem seus porquês. Estar no caminho da Lótus é estar no caminho botisatva é abdicar dos desejos de como as coisas seriam pela nossa mente, para poder realmente vê-las e a partir do que são atingir a libertação de se viver de forma real. Desta forma podemos realmente auxiliar os seres. a frase de: "a experiência é libertadora", vem dos senseis que já atingiram este estado e iniciaram a real jornada da vida. 

Na fase de desilusão, frequentemente ouço o questionamento sobre ter que desapegar de adorar este ou aquele ser, ou desapegar do que pensamos sobre as pessoas. Para de julgar não é fácil, mas é possível. Quanto nos libertamos e passamos desta fase, passamos a observar os movimentos de tudo e como estamos realmente ligados ao todo. É um processo de sentir, experimentar e saber, nos 3 processos.

A Lótus realmente leva a isso. Ninguém sai flutuando, esta é uma das idéias a se desapegar: tiramos o humano do divino e isso é ilusório. Com o Lótus podemos observar o humano no divino e finalmente realmente sentir, ver e perceber o divino no humano e em todos os seres. 

Yasoha, dez 2016